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Incompetência (por: Diogo Melo)

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Uma palavra que resume todo este imbróglio político é incompetência. Dilma foi incompetente na gestão econômica, fazendo uso de Continuar lendo Incompetência (por: Diogo Melo)

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Quem será contra nós?

Falar o quê?

Paulo Rink

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Deus e Marina no recomeço de Dilma no segundo turno

Fonte: Terra Magazine

Por: Claudio Leal
De Brasília (DF)

Os carros das emissoras de televisão engarrafam a entrada do hotel Royal Tulip, próximo ao Palácio da Alvorada, na secura brasiliense do primeiro dia do segundo turno. O porteiro impede o acesso da imprensa ao estacionamento, mas é contestado pelas emissoras excluídas:

– Vimos o carro da Globo entrar. Vocês vão ter que liberar pra todo mundo!

“Isso aqui é o céu e o inferno de todo jornalista”, define uma repórter, ao ver o desembarque de lideranças nacionais para fortalecer o reinício da campanha presidencial de Dilma Rousseff. O encontro levanta-moral repete a estratégia de Lula em 2006, quando disputou um segundo tempo com Geraldo Alckmin (PSDB).

Descem de carros pretos os governadores eleitos Cid Gomes, Eduardo Campos, Jaques Wagner, Marcelo Déda, Sérgio Cabral, Silval Barbosa, Tarso Genro, Tião Viana e Renato Casagrande.

Renan Calheiros (PMDB), em ritmo marcial, desvia-se: “Falo somente no fim”. Bem mais atencioso é o senador potiguar Garibaldi Alves, com os estáticos dentes de quem engoliu o piano e deixou o teclado do lado de fora (obrigado, Manuel Bandeira).

– Estive cuidando da minha eleição lá no Estado, não sei informar sobre os erros da campanha – Garibaldi justifica.

Os mais votados atraem os pássaros da mídia livre. Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, é sitiado por câmeras e microfones.

– Do alto dos seus 82%… – uma exclamação perdida no tumulto.

Bispo Marcelo Crivella! Pele repuxada na altura dos olhos, como se estivesse eternamente no meio de uma oração, o senador da Igreja Universal oferece um atestado a Dilma:

– Ela é cristã, pelo menos me disse que era cristã… Pode ter tido seus momentos (de ateísmo), pelo sofrimento que passou (em sessões de tortura)… – logo ressalva.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), desembarca do alto dos seus 63,83%, ladeado pelos senadores eleitos Lídice da Matta e Walter Pinheiro. Jeitoso, o petista flerta o apoio da amiga Marina Silva, a protagonista ausente da reunião.

– Marina é maior do que o PV. Que me desculpe o PV, mas ela é uma liderança maior do que o seu partido.

Sorridente nessa segunda-feira pós-vitória, a primeira-dama baiana Fátima Mendonça comemora a derrota do candidato do PR ao Senado, César Borges, ex-aliado de Antonio Carlos Magalhães.

– Falei ontem na Bahia: a casa de César Borges caiu! (volta a observar o marido) Jaques, vamos!

Na coletiva, Dilma aparece com olheiras pesadas, compensadas por tentativas de bom-humor. Depois das acusações de ateísmo e dos boatos religiosos malévolos à sua candidatura, Deus esteja nas respostas.

Em nome do Pai.

– Hoje acordei de manhã e agradeci a Deus pelos meus 47 milhões de votos.

Do filho.

– Por isso eu agradeci a Deus pelos meus votos.

E do Espírito Santo.

– Considero que a eleição foi muito boa, por isso agradeci a Deus.

Câmeras desligadas, ela retorna ao salão da mesa circular, no qual se palpita sobre as estratégias a serem adotadas pelo staff.

– Está um saco. Cada um se levanta e fala como foi a eleição em seu Estado… Não é pra isso, ninguém aguenta. Virou uma assembleia! – desabafa uma das participantes.

Começa o estouro de aliados.

Requião, cabelo cinza reluzente e olhos afogados pelas pálpebras, identifica as fraquezas da campanha de Dilma, no primeiro turno, e sugere mudanças.

– Está claro que precisamos incorporar o programa ambiental de Marina.

– O senhor propôs isso lá dentro? – pergunta o repórter.

– Não. Eu fiquei quietinho.

– E o que mais se falou?

– O presidente Lula precisa parar de morder, porque ele ficou muito agressivo, sabe? Precisa voltar a ser o Lulinha Paz e Amor, ficar mais calmo. E ele me deu esse conselho lá no Paraná. “Requião, pare de ser agressivo e de atacar todo mundo!”. Pois veja, precisa seguir também esse conselho.

– O senhor expôs essa crítica na reunião?

– Eu não. Fiquei quietinho, bem quietinho…

Requião conduz o diálogo para o seu melhor tema: Requião. Debaixo de 24,84% de votos, o peemedebista dissidente revela o segredo da conquista de uma vaga no Senado, sem gastos perdulários.

– Sabe aquela filmadora Canon? Comprei uma. Aí eu fazia o meu texto, comprava uma fitinha e mandava pro programa eleitoral. Não tive gasto nenhum com marketing. Era só gravar e enviar pra ser exibido. E ninguém diria que alguém pudesse ganhar uma eleição dessa forma. Gastei R$ 25 mil com fitinhas.

Ex-candidato a candidato à presidência, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) deixa a sala acompanhado do irmão, o governador cearense Cid Gomes. Numa camisa azul estilo Serra, Ciro dá uma canelada na imprensa:

– O governador é ele.

Defensor do licenciamento de Lula, para que se dedique à campanha de Dilma, Cid Gomes se chateia ao saber de um café-da-manhã com o presidente, no dia seguinte.

– Isso são horas de avisar? Poxa, eu não trouxe nem uma muda de roupa, nem um desodorante…!

A dez passos dali, Ciro retorna ao halterofilismo linguístico.

– Na mesa de bar onde eu estiver, Serra jamais será guardião da ética.

Ao lado, o governador Eduardo Campos elogia o debate público promovido por Marina e se atira da cumeeira dos seus 82%:

– Em Pernambuco, se ela (Dilma) tiver menos de 75% dos votos, eu não sei nem o que tô fazendo aqui!

Uma pausa para Eduardo Suplicy.

– Olha, eu ainda não gravei o depoimento pra Dilma…

Surpreso, o marqueteiro João Santana Filho se desculpa e encaminha Suplicy à equipe, que já desarmava os equipamentos de filmagem.

– Pessoal, Suplicy não gravou um depoimento. Por favor, gravem com ele…

Na despedida, João Santana usa a tática do celular – uma das armas charmosas de Marta Suplicy -, para descolar-se de repórteres e manter a discrição de sertanejo. Da porta do salão à entrada do hotel, concentra-se na conversa telefônica. Um grupo de jornalistas da Veja, Estadão e Folha de S. Paulo o cumprimenta e arrisca sorrisos amigueiros, para arrancar um naco de informação.

O publicitário breca.

– Oba, tudo bem?

E o celular, esse triste aparelho, vibra a tempo de conduzi-lo em sossego até o carro.

Num canto, Eunício Oliveira (PMDB), senador pelo Ceará, aguarda o motorista. Está a caminho da casa do presidente da Câmara, Michel Temer, e vai se incorporar a uma missão regional: acalmar Geddel Vieira Lima. O ex-ministro da Integração Nacional virou adversário de Dilma desde que a petista rompeu um pacto de lealdade e declarou apoio exclusivo a Jaques Wagner na Bahia.

– Vou dizer a Geddel: “Pô, esqueça isso tudo. Vote no Michel. Pense no Michel, que é o vice da Dilma. Ponha o Michel na frente!”

Dilma deixa o hotel. Aliviado com a gravação do depoimento, Suplicy se aproxima de três jornalistas e, a pedidos, começa a reproduzir as duas mensagens dirigidas à candidata.

– Atrapalho se eu me sentar? Na primeira, eu disse mais ou menos o seguinte…

 

Rachou?

Rachou?
Paulo Rink

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Collor e Lessa anunciam rompimento; palanque de Dilma racha

Odilon Rios

Direto de Maceió

Depois de uma reunião em Brasília, o senador Fernando Collor (PTB-AL) e o ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), anunciaram o rompimento político, que já era dado como certo desde a semana passada, quando o Terra adiantou que Collor seria candidato ao governo alagoano. Lessa também será candidato.

De acordo com o ex-governador, havia a promessa de Collor apoiá-lo a chefia do Executivo Estadual. “Não houve consenso”, disse Lessa. “Ele expôs seus motivos e eu afirmei que minha candidatura estava consolidada”, afirmou o ex-governador.

Collor teve um encontro, na terça-feira (4), com o ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. “O ministro relatou o que conversara com o senador no dia anterior (terça-feira). Segundo ele, Collor sondou-o acerca de um possível apoio, mas Lupi disse que o candidato do presidente Lula sou eu e que não haveria como alterar esse quadro”, afirmou Lessa.

O ex-governador adiantou que ele terá um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (7), em Recife, ou na próxima semana, em Brasília. Lessa falará sobre o racha do palanque da presidenciável Dilma Rousseff no Estado.

Caciques
A decisão de Collor chacoalhou o quadro político local e movimentou os caciques da política alagoana. Candidato à reeleição, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) vai esperar o quadro “esfriar” para se posicionar.

“Não soube do anúncio do Collor. Foi ele mesmo quem disse? Quando ele disser alguma coisa – ele mesmo -, nós falaremos do assunto”, disse o presidente estadual do PSDB, Claudionor Araújo.

Depois da escolha de Collor, o PMDB alagoano, presidido pelo líder do partido no Senado, Renan Calheiros, rachou. Por ordem dos ‘colloridos’, a família Beltrão, que comanda cidades do litoral sul alagoano, quer indicar o vice de Collor: o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB).

Renan, que apoia Lessa na disputa, avisou: “o Joaquim é um excelente deputado e um dos nomes que engrandece o PMDB em Alagoas, mas não será candidato a vice de Collor”, disse Renan.

Os ‘colloridos’ temem que Renan se afaste de Collor em 2014, quando o senador deve disputar a reeleição ao Senado, na única vaga a cadeira federal. “O quadro dos sonhos é que o Ronaldo Lessa dispute uma eleição com o governador atual, mas queremos ir ao segundo turno com Collor por causa de 2006”, disse um dos apoiadores de Lessa e secretário do PDT, Welinson Miranda. Collor e Lessa disputaram o Senado em 2006. Collor ganhou a disputa.

(Fonte: Redação Terra / Portal Terra)

O Cobertor é Pequeno, Mas Funciona Bem

Não vou criticar. O povo merece essa gente, afinal foi essa “entidade” que colocou esses pêlegos lá.

Paulo Rink

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“Aqui um encobre o outro”, afirma Virgílio durante nova discussão com Renan no Senado

Claudia Andrade

Do UOL Notícias

Em Brasília

Atualizado às 20h31

A crise no Senado voltou a dar o ar da graça no plenário nesta quarta-feira (16). A discussão envolveu novamente os líderes do PSDB, Arthur Vírgílio (AM), e do PMDB, Renan Calheiros (AL). Também sobraram críticas do tucano ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ontem, durante a votação da reforma eleitoral, Virgilio cobrou explicações do senador Renan Calheiros sobre notícias publicadas pela imprensa a respeito de um ex-funcionário do parlamentar alagoano seu que teria estudado na Austrália às custas do Senado no ano de 2005.

Hoje, o tucano cobrou de Calheiros que revelasse o nome do senador que teria mantido um presidiário recebendo salário do Senado Federal durante dois anos. A acusação havia sido feita pelo peemedebista também durante a sessão desta terça.

“O senador deixou algo muito grave no ar ao dizer que havia ou há um senador que manteve presidiário recebendo por dois anos vencimentos do Senado Federal. Eu acho que é dever do senador Renan Calheiros, sob pena de prevaricação, declinar o nome do senador. Temos que começar a aclarar as coisas, porque é um absurdo que alguém mantenha um presidiário vivendo à custa do Senado”, disse.

Mais tarde, a assessoria de imprensa de Marco Maciel (DEM-PE) confirmou que o funcionário trabalhava no gabinete do parlamentar e que recebeu salário durante o período em que esteve preso.

Ao responder à cobrança, Calheiros recorreu ao recurso apresentado por seu partido no Conselho de Ética, contra o líder tucano. Uma das acusações dava conta que Virgílio teria mantido o pagamento de um funcionário que estava morando no exterior.

“Não fique preocupado. Esse assunto, o senador já respondeu sobejamente. Meu partido, o PMDB, recomendou a absolvição do senador eu fiz isso com muita satisfação. Vejo que está preocupado. Não precisa ter essa preocupação, o Conselho de Ética já o absolveu. Eu não quero entrar nessa discussão”, disse o peemedebista.

Na terça-feira, senadores também discutiram

O senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) cobrou explicações do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre notícias publicadas pela imprensa a respeito de um ex-funcionário do parlamentar alagoano seu que teria estudado na Austrália às custas do Senado no ano de 2005. Em discurso nesta terça-feira (15), Arthur Virgílio disse considerar que é dever de todos os senadores admitir publicamente eventuais equívocos administrativos, ressarcindo aos cofres públicos as despesas irregulares advindas desses erros

Virgílio aproveitou para criticar o Conselho de Ética, que arquivou a acusação contra ele e também todos os pedidos de investigação apresentados contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “Eu não lhe agradeço por qualquer absolvição porque continuo dizendo que o Conselho de Ética é ilegítimo, é feito de turmas para proteger quem quer que seja.”

“Não quero que o senador agradeça nada. Eu não estou querendo o reconhecimento de vossa excelência”, respondeu Renan Calheiros.

Virgílio retrucou dizendo que o Senado está virando uma “máfia”. “Não é possível isso aqui virar uma máfia, a lei do silêncio. Aqui um encobre o outro”.

Foi quando Sarney tentou intervir. Quando começou a dizer que “não sabia”, foi interrompido pelo tucano. “Aqui, a melhor coisa é não saber. Quem não sabe, se dá muito bem aqui. É a república do ‘eu não sei’ e isso é algo que não leva o Senado à sua recuperação moral perante a sociedade”.

Uma das acusações contra o peemedebista no Conselho de Ética referia-se à utilização de atos secretos para beneficiar apadrinhados. Sarney afirmou várias vezes que não tinha conhecimento da existência de atos administrativos que não eram publicados.

Sarney concluiu afirmando que “foi surpreendido” tanto quanto Arthur Virgílio pela acusação feita por Calheiros. “Vossa excelência pode ter certeza que eu fui surpreendido tanto quanto vossa excelência e não sei absolutamente de quem se trata. Se souber, mando tomar as devidas providências.”

Marco Maciel manteve presidiário recebendo salário do Senado

O funcionário que recebeu salário do Senado Federal mesmo durante o período em que ficou preso trabalhava no gabinete de Marco Maciel (DEM-PE). A informação foi confirmada na noite desta quarta-feira (16) pela assessoria de imprensa do parlamentar

Leia a notícia completa

Free as a Bird (não, não é sobre a música!)

E depois ainda me perguntam o motivo da minha indignação…Tirem as próprias conclusões a respeito dessa matéria.
Carlos Eduardo Kiatkoski
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Quero ver alguém me convencer que a pizza não foi feita a várias mãos.
Daniel Pinheiro
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Base aliada livra Sarney de ações no Conselho de Ética
Decisão livra o presidente do Senado, mas oposição pretende recorrer ao plenário da Casa. Governistas argumentam que recurso não é regimental
19/08/2009 | 15:46 | REUTERS
O Conselho de Ética do Senado rejeitou nesta quarta-feira todos os recursos contra o arquivamento de 11 processos por suposta quebra de decoro parlamentar que pesavam sobre o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).
Foram realizadas duas votações. Na primeira, foi mantida a decisão do presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), de arquivar as seis denúncias feitas individualmente por senadores contra Sarney.
Em seguida, foram rejeitados os recursos contra o arquivamento das cinco representações feitas pelo PSDB e pelo PSOL.
O placar foi de 9 votos a seis em ambos os casos.
A oposição protestou, pois queria votar cada uma das ações separadamente, e afirmou que recorrerá da decisão ao plenário do Senado. “Votar em bloco é um atentado à democracia, à divergência e à discussão”, afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
A adesão do PT ao grupo de senadores que defenderam Sarney no Conselho de Ética foi essencial para a manutenção do arquivamento dos processos. Antes da votação dos recursos, o senador João Pedro (PT-AM) leu nota do presidente da legenda, deputado Ricardo Berzoini (SP), orientando o voto dos colegas.
Acusado de cometer irregularidades na administração do Senado, ser responsável pela edição de atos secretos, empregar pessoas ligadas à sua família e desviar recursos públicos por meio da fundação que leva seu nome, Sarney é considerado um aliado estratégico pelo governo. Sarney nega as acusações.
Além de influenciar a votação de projetos de interesse do governo no Legislativo, o presidente do Senado é visto como importante peça para o fortalecimento da candidatura à Presidência da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
CRÍTICAS
Segundo o presidente da sigla, a oposição ataca Sarney a fim de desestabilizar a base aliada e prejudicar as negociações do PT para a formação de alianças eleitorais.
“Oriento os senadores do PT que fazem parte do Conselho de Ética que votem pela manutenção do arquivamento das representações em relação aos senadores representados, como forma de repelir essa tática política da oposição, que deseja estabelecer um ambiente de conflito e confusão política”, recomendou Berzoini por meio do comunicado.
Além de João Pedro, votaram com os aliados de Sarney os senadores petistas Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC), líder do governo no Congresso.
O episódio causou uma crise na bancada do PT no Senado, uma vez que o líder Aloizio Mercadante (SP) se posicionou contrário aos votos dos colegas. Os petistas temem a repercussão do caso na campanha eleitoral de 2010.
“O presidente Lula assumiu o comando. A interferência foi do presidente Lula e nós aceitamos essa humilhação”, criticou o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que defende a saída de Sarney da presidência do Senado.
“Hoje é o dia em que o PT abraça Sarney e Collor (senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello) e a Marina sai”, acrescentou, referindo-se à decisão da senadora Marina Silva de se desfiliar do PT.
TUCANO LIVRE
Por unanimidade, o Conselho de Ética também rejeitou o recurso contra o arquivamento da representação ingressada pelo PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).
O tucano era acusado de manter o salário de um funcionário que estudava no exterior e receber do Senado mais do que o permitido para custear o tratamento de saúde de sua mãe.
Virgílio negou todas as denúncias e disse que devolveu o dinheiro que devia.
“O PMDB considera-se suficientemente esclarecido e acompanhará o despacho pelo arquivamento”, disse o líder do partido, Renan Calheiros (AL), que havia protocolado a representação como forma de retaliar os adversários de Sarney.

Nepotismo? Onde?

Não vi nada, não sei de nada. Povo de memória curta é assim… Falar em memória, alguém tem notícias dos Nardoni? Que aconteceu mesmo?

Daniel Pinheiro

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Um ano depois, parentes exonerados continuam em cargos públicos

Supremo Tribunal Federal determinou o fim do nepotismo nos três poderes. Dois senadores resolveram manter funcionários pagando salário por fora

20/08/2009 | 08:59 | G1/Globo.com

Um ano após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do nepotismo nos três poderes, em 20 de agosto de 2008, alguns servidores exonerados pelo Senado devido à norma estão em outros cargos públicos, até mesmo na própria Casa. Um exemplo da volta dos demitidos é Carlos Eduardo Alves Emerenciano.

Ele ganhou notoriedade no ano passado por ser o primeiro exonerado no Senado devido à súmula. Seu tio e antigo patrão era Garibaldi Alves (PMDB-RN), então presidente da Casa. A demissão de Emerenciano foi anunciada pelo próprio Garibaldi para dar exemplo aos colegas, no dia seguinte à decisão do STF.

Há cerca de um mês, ele retornou ao serviço público. Trabalha como assessor do subprocurador-geral da República, Edílson França. O G1 entrou em contato com o servidor, que não quis dar entrevista por ter sido muito exposto na época de sua demissão. Ele confirmou o novo emprego e disse que antes advogava na iniciativa privada.

Dois senadores não se conformaram com a decisão do STF e continuaram trabalhando com parentes. Para contornar a norma, eles demitiram os familiares da estrutura da Casa e dizem tirar do bolso o salário deles.

O senador Expedito Júnior (PR-RO) é um dos que se recusou a romper o vínculo de parentesco. Desde 1986, quando era deputado federal, ele conta em sua equipe com Paulo Sérgio Gonçalves Ferreira. O sobrinho, que era o único parente do senador contratado em seu gabinete, é um de seus principais assessores e apesar de não continuar na estrutura do Senado continua no dia a dia da Casa.

Em entrevista ao G1, o funcionário disse que recebeu um apelo do tio para continuar em seu grupo. “O meu vínculo com ele é muito antigo. Quando as pessoas chegam aqui no gabinete, os prefeitos do interior, as pessoas do estado, elas já sabem da nossa relação e vêm me procurar. Ele (Expedito) me implorou ‘pra’ ficar.”

Para continuar na mesma função, no entanto, o sobrinho teve de aceitar algumas restrições. Seu salário, que era de cerca de R$ 8 mil, foi reduzido para R$ 5 mil. Sua maior queixa, no entanto, diz respeito ao plano de saúde, a que deixou de ter direito. “Além da redução de salário, eu perdi o plano de saúde, que faz muita falta porque eu tenho filhos, e o plano do Senado é muito bom.”

Outro senador que não abriu mão de ter um parente por perto foi Adelmir Santana (DEM-DF). Cumprindo a decisão do STF, ele exonerou a filha Cynthia Oliveira Santana Bruneto. A demissão do Senado, no entanto, não alterou a rotina. Segundo a assessoria de Adelmir, a filha continua trabalhando normalmente ao lado do senador. Ela é quem cuida dos contatos políticos. Ainda segundo a assessoria, o senador tira do próprio bolso o salário de Cynthia, que não foi revelado.

Decisão judicial

O G1 também descobriu no Portal da Transparência do Senado que três servidores voltaram a cargos públicos na própria Casa. Um deles ganhou na Justiça o direito de voltar. Após ser exonerado em outubro do ano passado, Carlos Eduardo Nogueira Sette Bicalho conseguiu em fevereiro deste ano uma liminar na Justiça Federal do Distrito Federal garantindo o seu retorno. Ele é cunhado da secretária-geral da Mesa Diretora da Casa, Cláudia Lyra, mas trabalhava no Senado antes de conhecer sua esposa, Marta, irmã de Cláudia.

“Eu já estava no Senado e me casei depois. Comecei a trabalhar na Casa com Arthur da Távola e só conheci a Marta depois. Por isso meu caso não tem nada a ver com nepotismo”, disse o servidor ao G1.

Na ação judicial, Bicalho anexou decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que permitiu a funcionários do Judiciário que tinham vínculos de parentesco posteriores à nomeação continuar no cargo. “Se pode no Judiciário, tem que valer no Executivo também”, defende o assessor, que trabalha no gabinete do senador ACM Jr (DEM-BA).

Em relação aos outros dois servidores que voltaram para o Senado, no entanto, não há decisão judicial. Vicente Limongi Netto e Carla Pimentel Pinheiro Limongi são parentes da chefe de gabinete do senador Marconi Perillo, Analice Pimentel Pinheiro.

Vicente Limongi trabalha no gabinete do senador Fernando Collor (PTB-AL) e retornou à Casa em fevereiro. Ele foi exonerado pela suplente que exercia o mandato de Collor, Ada Mello. Quando o ex-presidente da República retornou à Casa, determinou a contratação do servidor, que trabalha com ele há 20 anos. Segundo a assessoria de Collor, alguns juristas foram consultados, de maneira informal, e atestaram a legalidade da contratação. Segundo a assessoria de Collor, o argumento é que não há relação profissional entre Vicente e Analice.

Carla, por sua vez, trocou de lotação na Casa. Devido à decisão sobre o nepotismo, ela perdeu o cargo que ocupava na liderança do PSDB. Neste ano, em março ela voltou a trabalhar na Casa, mas está lotada agora na liderança do PMDB. A assessoria do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), informou que considera a contratação legal porque não há qualquer relação de trabalho entre Carla e Analice.

Maria de Lourdes Rocha Almeida trabalha atualmente com um correligionário do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Ela está lotada no gabinete do deputado estadual Amauri dos Santos (PMDB-RO) na Assembléia Legislativa de Rondônia. O G1 entrou em contato com o gabinete do deputado, que confirmou o vínculo com a servidora. Ela ocupa cargo comissionado, de indicação política.

Existe ainda uma parente do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro que foi exonerada do Senado e trabalha agora no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) como assessora da presidência daquele órgão. Carreiro disse ao G1 que, no caso de seus parentes que trabalhavam no Senado não poderia se caracterizar uma situação de nepotismo porque quando a súmula foi editada ele já estava no TCU. Carreiro foi secretário-geral do Senado antes de ir para o Tribunal de Contas da União.

Concurso

Outros dois servidores que estão em cargos públicos não ocupam mais funções comissionadas. Eles eram concursados e foram devolvidos aos órgãos de origem. O G1 encontrou também servidores exonerados que decidiram voltar ao serviço público por meio de concurso. Segundo informações das assessorias dos senadores que exoneraram os funcionários, três deles estão estudando com esta finalidade.

Entre os demitidos há também servidores que foram para a iniciativa privada. Entre os 25 localizados, de 86 demitidos por nepotismo, oito buscaram colocações em áreas como advocacia, engenharia, informática, entre outras. De acordo com as informações dos gabinetes, outros quatro servidores se aposentaram ou não estão trabalhando no momento.

A maioria dos gabinetes não informou onde estão os servidores que deixaram a Casa. Foi alegado que com a saída dos funcionários no ano passado se perdeu o contato. Em outros casos, a informação ficou incompleta com o gabinete informando apenas que o ex-funcionário não ocupa atualmente nenhum cargo público.

Padrinho Molusco ou Pai do Fundo do Mar?

Acho que realmente a chamada diz tudo: não é um bom momento. Cada assessor que este nosso guia tem. Credo!

Daniel Pinheiro

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Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan

Medida do presidente foi formalizada um dia após bate-boca de líder peemedebista com tucano Tasso Jereissati no Senado

Em 2007, Renan foi alvo de processo no Conselho de Ética sob suspeita de ser o dono da emissora e usar laranjas para omitir compra

ELVIRA LOBATO
DA SUCURSAL DO RIO

No meio do turbilhão da crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa.

A concessão, em nome da empresa JR Radiodifusão, é para o município de Água Branca, uma cidade de 20 mil habitantes no sertão de Alagoas. Lula enviou a mensagem ao Congresso na sexta, um dia após violento bate-boca, no plenário, entre Renan e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Renan nega ter influenciado a tramitação.
No site do Ministério das Comunicações, as informações sobre o andamento do processo são contraditórias. Consta que em 5 de março deste ano foi enviado à Presidência da República, onde não teria sido recebido, e voltou para a pasta.

Não há registro no sistema de consultas on-line do ministério sobre a data em que se deu a entrada na Presidência. Desde a Constituição de 1988, é obrigatória a aprovação das concessões e das renovações das concessões de radiodifusão pela Câmara e pelo Senado, e cabe ao presidente da República enviar os processos ao Congresso.

O senador não figura como acionista da JR Radiodifusão, mas sim seu filho, José Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici (AL). O principal acionista, Carlos Ricardo Santa Ritta, é assessor de Calheiros no Senado. Outro acionista, Ildefonso Tito Uchoa, também foi seu assessor no Senado.

Por causa da JR Radiodifusão, o mandato de Renan esteve em risco, em 2007. Ele foi acusado de ser dono da empresa por meio de laranjas e de quebra de decoro parlamentar. Sofreu processo no Conselho de Ética, mas foi absolvido pelo plenário do Senado.

Durante a investigação, o ex-senador e usineiro alagoano João Lyra afirmou ao corregedor do Senado que Calheiros era “”sócio oculto” das rádios. Quotas das emissoras foram pagas com cheques dele. O senador justificou os cheques dizendo que deu dinheiro para o filho se tornar sócio.

Licitação
A outorga da rádio em questão foi oferecida, em licitação pública, pelo Ministério das Comunicações, em 2001. A JR venceu a licitação, ao oferecer o maior preço, R$ 251 mil.

Na mesma licitação, ela comprou mais três concessões de rádio no interior de Alagoas: para os municípios de Joaquim Gomes, Murici e Porto Real do Colégio. O preço das licenças somou cerca de R$ 1 milhão.

Os processos das outras três rádios concluíram o trâmite burocrático e foram autorizados pelo Congresso em 2007. O próprio Renan Calheiros -na época presidente do Senado- assinou os decretos autorizando as licenças, que, no caso de rádios, são de dez anos renováveis. O da emissora em Água Branca empacou, pois a documentação estava incompleta.