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Comentários Eleições 2016 – TVAL

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Caros Leitores,

Nestas edição das Eleições Municipais (2016) participei como comentarista na TV Alesc. Quem quiser ver os vídeos dividi em 5 partes (foram mais de 3 horas ao vivo). Nos 3 primeiros, comentamos sobre o processo eleitoral, de forma geral, abordando temas pertinentes à política. Os dois últimos, já entramos no cenário de Santa Catarina. O canal do YouTube está logo aqui (ou acesse o link).

Link: https://www.youtube.com/playlist?list=PLV07Z7IMKxP-XjcobHTQnSjh1uLJe_rNY

Agradecimento à TVAL (TV Alesc) pelo convite e por me enviar os vídeos da participação.

Daniel Pinheiro

Por uma Pesquisa menos Ordinária

Ocorre-me uma dúvida. As notas foram atribuídas ao Fortunatti, atual prefeito de Porto Alegre, ocupando o lugar do Fogaça que é candidato a governador do Rio Grande do Sul e ao Pessuti, atual governador do Paraná, que ocupa a cadeira deixada por Requião, candidato ao Senado Federal? Minha pergunta é: porque ambos têm quatro meses de governo e, talvez, essa pesquisa mesmo que involutariamente, remeta ao pesquisador avaliar o governo desde o início do mandato do cabeça de chapa/vice e não somente os últimos quatro meses de administração dos vices.

Quanto à vice-lanterna nesta avaliação, Yeda Crusius,governadora do RS e candidata à reeleiçao, ocupando o 3º lugar em pesquisa do IBOPE realizada há 2 semanas, só tenho a dizer o seguinte: pegue o seu banquinho e saia de fininho.

Amarildo Esteves

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Meu caro Amarildo, meus caros amigos…

Foi assim, convocando os caros amigos do blog, que fiz este convite para os colegas que, costumeiramente, publicam suas opiniões no DebatePronto. O Amarildo, “de bate-pronto”, respondeu. Nem vou esperar os demais, pois na mesma hora, vi que estávamos com a mesma dúvida: como se atribui nota a alguém que acaba de assumir, sem ao menos, deixar esfriar a cadeira do outro?

Como profissional da área de pesquisa, gostaria que o Paulo Rink já tivesse se manifestado. Mas, como colega de área, vou fazer a minha observação: patacoada eleitoreira! Isso é mesmo o que penso. Não há outro motivo para qualquer instituto de pesquisa divulgar tais dados, de forma precoce e irresponsável, senão, melhorar ou piorar a imagem daqueles que estarão com as máquinas herdadas de seus antecessores, apoiando-os ou não. Ao Datafolha, só lamento!

Aos leitores, ouvintes, telespectadores, que por alguns já ouvem falar sobre isso: ignore. Do ponto de vista científico, tais dados devem ser, no mínimo, desacreditados.

O último a sair, apague a luz, mas fique atento à escuridão!

Daniel Pinheiro

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Fonte: (de ambos os textos) Datafolha Opinião Pública

Opinião Pública –  27/07/2010

Luciano Ducci, de Curitiba lidera ranking dos prefeitos de 7 capitais

Márcio Lacerda, de Belo Horizonte, é o segundo

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, do PSB, lidera o ranking de prefeitos em estudo do Datafolha, junto aos eleitores de sete capitais brasileiras. Como principal critério para o ranking, o Datafolha utiliza a nota média atribuída aos prefeitos, em uma escala que vai de zero a dez; caso ocorra empate, um índice de popularidade construído pelo instituto é utilizado como critério de desempate.

Esse índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta), e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). A esse resultado soma-se 100 (para evitar a ocorrência de números negativos), e se chega assim ao índice de popularidade. Para esse cálculo as taxas referentes aos entrevistados que não sabem opinar são excluídas.

A nota média de Luciano Ducci é de 6,5. Já a aprovação ao prefeito curitibano chega a 50% (avaliação de ótimo ou bom a seu governo), após quatro meses de governo. Os que consideram sua gestão regular somam 30%, e ruim ou péssimo atinge apenas 5%. Com esses resultados, o índice de popularidade do prefeito é de 153 pontos, 12 pontos a mais do que o segundo colocado.

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), é o segundo melhor avaliado, com nota média de 6,3, e aprovação de 51%. Avaliam-no como regular 31%, e 12% ruim ou péssimo. Márcio Lacerda tem índice de popularidade de 141 e está no cargo há um ano e sete meses.

A terceira posição é ocupada por Eduardo Paes (PDMB), do Rio de Janeiro. A nota média atribuída ao prefeito é de 5,8. Seu governo é considerado ótimo ou bom por 35%, enquanto os que avaliam sua gestão como regular é de 41%. Desaprovam-no 21%, e 3% não sabem opinar. O prefeito do Rio de Janeiro está no cargo há um ano e sete meses e tem índice de popularidade de 114 pontos.

O prefeito da maior cidade do país, há quatro anos e quatro meses, Gilberto Kassab (DEM), fica na quarta posição. Os moradores de São Paulo atribuem nota 5,5 ao prefeito. Avaliam-no como um prefeito ótimo ou bom 42%. Consideram-no regular 31%, e 26%, ruim ou péssimo, 1% não sabe avaliar sua gestão. Gilberto Kassab tem índice de popularidade de 116 pontos.

O prefeito da capital gaúcha, no cargo há quatro meses, José Fortunatti (PDT) ficou na quinta posição entre os prefeitos avaliados, com nota média de 5,4 e aprovação de 26%. A parcela dos que o avaliam como regular é de 40%. Outros 12% consideram-no ruim ou péssimo, 22% não sabem dizer. O índice de popularidade do prefeito de Porto Alegre é de 118 pontos.

João da Costa (PT), prefeito de Recife ocupa a sexta posição no ranking dos prefeitos. Os recifenses atribuíram nota 5,3 ao prefeito. Ele está no cargo há um ano e sete meses. Aprovam o prefeito 30% da população, avaliam-no como um prefeito regular 37%, e 31% consideram-no ruim ou péssimo. 2% não souberam opinar. O índice de popularidade do prefeito da capital de Pernambuco é de 99 pontos.

Último no ranking dos sete prefeitos avaliados, João Henrique Carneiro (PMDB), de Salvador, foi aprovado por 20% dos soteropolitanos. Entre os prefeitos avaliados ele é o que está mais tempo no cargo, cinco anos e sete meses. Consideram João Henrique um prefeito regular 39%, e outros 39% avaliam-no como ruim ou péssimo. O seu índice de popularidade é de 81 pontos.

São Paulo, 23 de julho de 2010.

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Eduardo Campos (PE) é primeiro colocado em ranking de governadores

Rogério Rosso (DF) ocupa a última colocação

Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que completou três anos e sete meses no cargo, lidera como governador melhor avaliado entre a população de 16 anos ou mais, entre governadores de sete estados, mais o Distrito Federal, em pesquisa realizada pelo Datafolha entre os dias 20 e 23 de julho de 2010. O ranking segue como critério, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos governadores, em uma escala de zero a dez, pelos moradores de cada estado estudado.

Caso ocorra empate, o Datafolha utiliza um índice construído de popularidade para desempatar. O índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta), e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100 (evitando a ocorrência de números negativos), e chega-se ao índice de popularidade. Esse cálculo descarta as taxas relativas a entrevistados indecisos.

A nota média atribuída a Eduardo Campos pelos moradores de Pernambuco é 7,7, 2% não souberam responder. Consideram ótimo ou bom o governo de Eduardo 62%, enquanto 7% acham-no ruim ou péssimo, apenas 2% dos entrevistados não souberam avaliar. O índice de popularidade de Eduardo Campos é de 156, o maior entre os oito governadores avaliados.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que também completou três anos e sete meses de governo, é o segundo colocado com nota média de 6,6, não souberam que nota dar à administração 5%. O governo de Jaques é tido como ótimo ou bom por 43% dos moradores da Bahia, contra 11% que o consideram ruim ou péssimo. Não souberam avaliar o governo, 5% dos entrevistados. Seu índice de popularidade é o terceiro maior, 134.

Com 6,3 de nota média, o governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), que está no cargo há quatro meses, é o terceiro melhor avaliado. Entre os entrevistados 24% não souberam responder. Consideram ótimo ou bom 36% dos entrevistados, outros 6%, ruim ou péssima, taxa de rejeição mais baixa entre os oito governadores avaliados. A soma dos que não souberam avaliar foi de 27%. O índice de popularidade do governador é de 141, segunda mais alta, empatando com Antônio Anastasia, governador de Minas.

A quarta colocação no ranking dos governadores é de Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro há três anos e sete meses, e alcança nota média de 6,3, apenas 2% não souberam responder. Consideram o seu governo bom ou ótimo 41%, enquanto 15% desaprovam sua atuação. O índice de popularidade de Cabral foi de 127. Não souberam nem dar nota nem avaliar a administração do governador 2%, respectivamente, dos entrevistados.

O quinto lugar no ranking é do governador de Minas Gerais que está no cargo há quatro meses, Antônio Anastasia (PSDB), com nota média de 6,2. Sendo que o 32% não souberam avaliar o desempenho do governador. Acham ótimo ou bom o governo de Anastasia 35%, para outros 7% sua administração é ruim ou péssima, 32% não souberam reponder. É de 141 seu índice de popularidade.

Como sexto governador melhor avaliado aparece Alberto Goldman (PSDB), que está à frente do governo de São Paulo há quatro meses, a nota média atribuída é de 5,7. O maior índice de entrevistados que não souberam indicar uma nota é o do São Paulo, totalizando 34%. Para 21% a administração de Goldman é ótima ou boa, outros 7% consideram ruim ou péssima, e somam 42% os que não souberam avaliar o governo de Goldman. Seu índice de popularidade é 125.

Em penúltimo lugar (sétima colocada), a peessedebista Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul há três anos e sete meses, aparece na sétima posição, com nota média de 4,9, apenas 1% não soube indicar uma nota. Sua administração é considerada ótima ou boa por 25% dos moradores do seu estado, 36% dos entrevistados desaprovam o seu governo, maior índice de reprovação do ranking, somam 1% do que não souberam avaliar a governadora. Yeda tem índice de popularidade de 89, menor índice obtido entre os oito governadores avaliados.

Em oitavo e último lugar no ranking é do governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, que está à frente do estado há apenas três meses, e obteve nota média é de 4,8, aqueles que não souberam responder somam 19%. Avaliado como ótimo ou bom por 16%, menor taxa de aprovação entre os avaliados, 22% apontam seu governo como ruim ou péssimo, e 23% não souberam avaliar. O índice de popularidade de Rosso foi 92.

São Paulo, 23 de julho de 2010.

Clientelismo? (por Carlos Kiatkoski)

Essas matérias foram feitas por mim no ano de 2008, às vésperas do pleito eleitoral para vereadores e prefeito de Curitiba. Infelizmente elas ainda são muito atuais. A polêmica foi tamanha, tanto que o senhor Derosso pediu retratações via publicação no Jornal. A resposta dele foi a esperada, falou e não explicou o que realmente deveria.

CK

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Vereadores de Curitiba agem de forma clientelista.

Para cientista político, atuais representantes despacham conforme o Executivo

Por Carlos Eduardo Kiatkoski

A política atual praticada pelos vereadores é arcaica e clientelista, muitos não sabem realmente quais as funções que devem exercer durante seu mandato e usam poder e influência para reeleger-se. Essa “rotina” gera uma perpetuação no poder dos mesmos grupos. Segundo o TRE, as funções do vereador são fiscalizar os atos praticados pelo poder executivo municipal (Prefeito) e ações de sua equipe (secretários), além de formular políticas públicas, defendendo projetos e apresentando propostas capazes de atender a maior parcela possível dos cidadãos. Mas, pelo que a equipe da Página Universitária do Jornal do Estado levantou, isso não ocorre atualmente, pois a Câmara de Vereadores de Curitiba conta com uma maioria de aliados da atual administração.

Dos 39 vereadores, apenas um atua como oposição. Seis atuam com a “fachada” de oposição – ora votam favoravelmente, ora de maneira contrária às determinações vindas do Palácio 29 de Março. E o restante vota ostensivamente de forma favorável ao Prefeito, numa tendência de aprovar os projetos propostos pelo atual prefeito.

Vereadores têm uma visão regionalizada de suas funções, ou seja, priorizam seus redutos eleitorais, bairro ou região na qual têm eleitores. Com isso geram conflitos e discussões que atrapalham a votação de projetos essenciais à sociedade como um todo. Assim como os políticos eleitos, boa parte da população não tem idéia sobre as responsabilidades e funções que seus representantes teriam que cumprir. Podem ser considerados leigos.

Os gabinetes possuem muitos gastos e não há um controle de como e para que estão sendo utilizados esses recursos. Não se discrimina, por exemplo, quantos e quais são os funcionários que lá trabalham.

Para o cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Costa de Oliveira, “a política expressa o grau de organização da sociedade”. Sugere ainda uma mobilização da sociedade para fiscalizar os trabalhos dos representantes eleitos. Essas ações podem ser realizadas em associações de moradores, sindicatos e outras entidades de caráter civil, as quais não elegem representantes, como Organizações Não Governamentais (ONGs). Ricardo argumenta ainda, sobre os recursos disponíveis por meio do orçamento (cerca de R$ 3,5 bilhões por ano) não são carreados como deveriam. “É uma quantia relativamente grande, mas que não é utilizada devidamente em projetos relevantes aos cidadãos”. Em sua opinião, esses recursos deveriam ter como prioridade questões como cultura, esportes, saúde, educação, transporte, entre outra, a partir de propostas dos próprios legisladores.

Responsabilidade de fiscalizar o executivo fica só no papel

Os Vereadores de Curitiba não têm a preocupação de formular um planejamento urbano. Estão mais preocupados em atender as necessidades particulares dos eleitores e buscar uma nova candidatura.

Por Carlos Eduardo Kiatkoski

Os Vereadores de Curitiba não têm a preocupação de formular um planejamento urbano. Estão mais preocupados em atender as necessidades particulares dos eleitores e buscar uma nova candidatura. Essa é a opinião do cientista político e professor da UFPR Ricardo Oliveira. Sua argumentação se dá ao analisar os projetos apresentados pelos parlamentares: “são pouco relevantes para a cidade e têm características clientelistas”, vaticina.

Com maioria na Câmara, o Executivo de Curitiba não encontra resistência para aprovar suas propostas. Assim, o Poder Legislativo municipal passa a exercer apenas um papel homologatório. “A Câmara aceita o que vem do gabinete do prefeito, não debate a real necessidade dos munícipes”, afirma Oliveira, lembrando que propostas estruturais como o Plano Diretor, licitação do transporte público ou mesmo o orçamento não entram em discussão. “Apenas o orçamento é votado, por ser obrigação legal dos vereadores”, aponta o sociólogo.

Oliveira cita como exemplo dessa análise a sanção do prefeito ao aumento em vencimentos dos vereadores. O salário do presidente da Câmara ganhou um robusto aumento de 42%, e, ao invés de R$ 11 mil ao mês, ele passa a receber R$ 15,9 mil. Vereadores, tiveram acréscimo de 29%. No mesmo projeto, que teve origem no Executivo, foram vetados os aumentos de prefeito, vice-prefeito e secretários municipais de Curitiba. Os valores aprovados pelos vereadores serão aplicados a partir de 1º de janeiro de 2009. Mesmo diante desse veto, o fato não gerou polêmica entre os parlamentares que tem como uma de suas obrigações fiscalizar ações do Executivo.

Outro exemplo citado pelo cientista político, diz respeito ao aumento no número de vagas dentro dos gabinetes e na estrutura da Câmara. Segundo levantamento da reportagem, houve concurso público para a designação de parte dessas vagas.

Publicadas originalmente em: Jornal do Estado 10 de setembro de 2008.

(Bolsa) Família Curitiba II

Acho melhor nem comentar. Não é eleitoreiro, mesmo? Tá bom.

Passou um gnomo aqui em frente. Deu tchauzinho.

Daniel Pinheiro

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Richa lança programa em clima eleitoral

Apresentação do “Bolsa Família” municipal teve palco, discursos, afagos a moradores e deputado falando que o prefeito será o novo governador do Paraná

Publicado em 06/11/2009 | Euclides Lucas Garcia

Fonte: Gazeta do Povo

O lançamento ontem do programa Família Curitibana, uma espécie de “Bolsa Família” patrocinado pela prefeitura de Curitiba, teve clima de campanha eleitoral. Pré-candidato declarado ao governo do estado, o prefeito Beto Richa (PSDB) subiu ao palco acompanhado de deputados estaduais e vereadores, que chegaram a referir-se ao prefeito como o próximo governador do estado.

Richa também distribuiu beijos e abraços aos moradores do Tatuquara (bairro onde o programa foi lançado), posou para fotos com crianças e afirmou que a sua família é a cidade de Curitiba, em alusão ao programa lançado ontem. “O Beto é o nosso ‘deus’ aqui”, disse uma moradora que foi convidada a discursar em nome da população.

Do lado de fora do local onde ocorria o evento, estavam estacionados vários ônibus, que trouxeram moradores de outros bairros para participar do lançamento do programa. Em frente do palco no qual foram feitos os discursos, uma tenda protegia do sol as pessoas que chegaram duas horas antes do horário previsto para o início da cerimônia. Quando a presença do prefeito finalmente foi anunciada, houve uma grande comemoração e gritos de “Beto, Beto”.

No palco, ao lado do prefeito, estavam os deputados tucanos Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Mauro Moraes, além de sete vereadores da base aliada na Câmara e vários secretários municipais.

Antes dos discursos oficiais, duas moradoras subiram ao palco para homenagear Richa. Ao declamar um poema, Tereza dos Santos de Lima classificou o prefeito como uma “nova luz” na vida da população do bairro e disse que o programa municipal ajudará “o povo a sair da lama”. Em seguida, ela entregou flores à primeira-dama e presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Fernanda Richa. Já a moradora Marli Fátima de Souza afirmou que o bairro estava “largado”, mas que , agora, “a nossa Terra Santa (uma vila da região) está melhorando graças ao Beto”.

Falando em nome dos deputados presentes, Mauro Moraes (PSDB) criticou a política de segurança pública do governo estadual e disse que Richa está trabalhando além do que é sua responsabilidade, ao “não cruzar os braços nem fechar os olhos para o caos que vive o Paraná”. “Estou descrente com o nosso governo (estadual). Mas isso mudará em 2011, com o nosso próximo governador”, disse o parlamentar, numa clara referência ao prefeito de Curitiba, que é pré-candidato ao governo do estado.

Críticas da oposição

Em seu discurso, o prefeito tucano negou que o Família Curitibana seja um programa assistencialista e defendeu que a população carente não precisa de esmola, mas de oportunidade. Pelo programa, 7 mil famílias da cidade receberão R$ 50 mensais para comprar alimentos em armazéns mantidos pela prefeitura, além de participarem de outros projetos de inclusão social. Segundo Richa o programa é melhor que o Bolsa Família, mantido pelo governo federal.

Para a oposição, no entanto, o projeto tem objetivos diretamente ligados à eleição de 2010. “A própria direita questionava o Bolsa Família; dizia que era eleitoreiro. E, agora, às vésperas da eleição surge esse programa”, criticou o líder do PT na Câmara, vereador Pedro Paulo, em entrevista publicada pela Gazeta do Povo na última terça-feira. “Para mim, parece haver outros objetivos, além do atendimento social. Acho que é puramente eleitoral”, complementou o vereador petista na entrevista.

Em resposta aos críticos, Richa classificou as declarações como lamentáveis e disse que “essas são pessoas sem interesse em trabalhar pelo bem da cidade”. “Não sou contra a oposição. Mas alguns criticam por criticar e defendem que quanto pior, melhor”, declarou o prefeito, que logo depois do lançamento do programa embarcou em um helicóptero, que o aguardava num campo de futebol próximo ao local do evento, para ir embora do Tatuquara, bairro da periferia no Sul de Curitiba.

Família Curitibana

Projeto não aparece no orçamento

Apesar de a prefeitura negar que o programa Família Curitibana tenha sido concebido às pressas, com vistas à eleição do ano que vem, o programa não aparece no orçamento de 2009 da prefeitura.

O secretário de Abastecimento, Norberto Ortigara, afirma que não é necessário dizer na Lei Orçamentária Anual (LOA) exatamente o que será feito com o dinheiro previsto no orçamento. “O destino dos recursos é feito de forma genérica.”

Neste ano, o programa vai consumir R$ 4 milhões do Fundo Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, recursos previstos na LOA. “Quem decide o que fazer com essa verba é o conselho responsável por administrar o fundo, que destinou parte dos recursos para o programa. Tudo feito dentro de uma base legal”, afirmou o secretário.

Ortigara contou ainda que o programa vinha sendo discutido desde 2008 e que só não havia sido lançado antes pelas decisões em torno da concepção do projeto e por questões técnicas envolvendo os cartões que serão entregues às famílias, por meio do qual os beneficiários receberão os R$ 50 mensais. “Estudamos o exemplo do Chile Solidário e de programas brasileiros antes de idealizarmos o Família Curitibana.”

O secretário disse ainda que o objetivo do programa é retirar da condição de pobreza, até 2012, 7 mil famílias que se encontram em situação de alto risco. Além dos R$ 50 reais para a compra de alimentos, as famílias beneficiadas pelo projeto terão acesso a qualificação profissional, garantia de acesso e permanência na escola e melhorias nas condições de saúde e moradia. (ELG)

Crime Ambiental no Paraná

Lamentável a participação de nossos representantes neste tipo de esquema.

Daniel Pinheiro

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Políticos são presos por desmate

Prefeito de General Carneiro é acusado de participação em esquema ilegal de desmatamento no Centro-Sul do Paraná

Fonte: Gazeta do Povo

General Carneiro – O prefeito de General Carneiro, Ivanor Dacheri; o presidente da Câmara Municipal, José Claudio Maciel, e o vice-prefeito de Coronel Domingos Soares, Volnei Barbieri, além de três empresários foram presos ontem, acusados de comandarem um esquema de desmatamento na Região Centro-Sul do Paraná. As ações fazem parte da operação Angustifolia, que concentra duas centenas de agentes da Polícia Federal e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) há dez dias em 14 cidades paranaenses. Em março, uma série de reportagens publicada pela Gazeta do Povo apresentou o caso de desmatamento sistêmico na região e em particular a articulação de forças políticas para dar suporte a ações irregulares.

As prisões aconteceram, simultaneamente, no início da manhã de ontem em seis cidades do Paraná e na capital paulista. O prefeito de Bituruna, Remi Ranssolin, não foi localizado em casa e já é considerado, depois de um dia de buscas, como foragido. Os presos teriam cometido, na avaliação da PF, 15 tipos de delitos – entre ambientais, penais e financeiros – que poderão somar várias dezenas de anos de prisão. Entre os crimes estão formação de quadrilha, falsificação de documentos, corrupção e desmate irregular. A próxima fase é a análise de toda a documentação apreendida.

A operação foi integrada também por auditores da Receita Federal, que recolheram notas fiscais e computadores para avaliar se há casos de sonegação fiscal, enriquecimento ilícito, caixa 2 e outras irregularidades. O laudo deve ser apresentado em 45 dias. Também equipes do Ministério Público do Trabalho estão acompanhando a força-tarefa para analisar a regularidade na contratação de funcionários. Três armas, sem porte legal, foram localizadas durante a operação.

Juntos, os dois prefeitos e o vice, que são madeireiros, já foram autuados em mais de R$ 1 milhão por danos ambientais. Em comum, eles clamaram, nos últimos meses, para que as fiscalizações fossem minimizadas. O argumento dos três políticos é de que as cidades dependem economicamente do setor madeireiro. O delegado-chefe de repressão aos crimes ambientais da Polícia Federal, Rubens Lopes da Silva, conta que durante os depoimentos ontem eles não demonstraram arrependimento e disseram que o que fazem não é crime.