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Não Confie em Ninguém (por: Daniel Pinheiro)

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Gostaria de começar este artigo de outra maneira. Aliás, gostaria mesmo que ele tivesse outro título. Jamais pensaria em chamar atenção contando uma mentira ou, apenas, sendo sensacionalista. Nem tampouco, teria a simples intenção de chamar atenção, não é nosso objetivo. Infelizmente Continuar lendo Não Confie em Ninguém (por: Daniel Pinheiro)

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E agora, Joseph? (por: Daniel Pinheiro)

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Fazer qualquer tipo de previsão sobre a política brasileira, a essa altura do campeonato, é mais difícil que usar um polvo para prever o resultado de partidas esportivas. O cenário é tão confuso e cheio de elementos que desafiam da inteligência ao bom senso, que tornou-se simplesmente impossível saber o que pode acontecer amanhã. Prever algo neste campo, portanto, definitivamente Continuar lendo E agora, Joseph? (por: Daniel Pinheiro)

8 ou 80 (mil). O que importa? (por: Daniel Pinheiro)

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*IMPORTANTE: Se você se ofende fácil ou não tem paciência para se questionar, não leia esse texto. Sério, vá ler um livro que ganha mais. Essa é apenas uma opinião, apenas mesmo.

Fico realmente espantado – e entristecido – que tenhamos no campo político um dos mais esquizofrênicos embates acerca do que signifique, para a nossa sociedade, o conceito de democracia. Muito embora pareça que avançamos, principalmente, no que tange à participação popular, os reflexos são evidentes de que retroagimos, e de forma perigosíssima.

As redes sociais, evidentemente, ampliam as vozes – inclusive as destoantes – e permitem uma pseudo-audição de todos aqueles que se prestem a registrar sua opinião. Acontece que, assim como no já dito mundo dos unicórnios, criamos um imaginário tão fantasioso que acreditamos ser verdade.

No episódio do impeachment, é fatal que tenhamos uma massa inerte. Sim, uma massa que acredita estar em movimento, mas que nada faz. E o pior, essa massa não tem lado, não tem cor. Vejamos…

Quando se afirma, categoricamente, que o impeachment é golpe ou ato antidemocracia, apenas reforça-se que o poder (no sentido político-ideológico) é maior que as instituições democráticas instituídas. Ora, o argumento da eleição por voto é tão pífio e risível, que alguém que brada o discurso da anti-democracia ou do golpe deveria envergonhar-se de não pensar que, o voto é a mínima das instituições democráticas, e só faz sentido se todos os organismos, instituições e prerrogativas democráticas funcionarem. Ou teremos uma “democracia de cabresto”, modernizando a expressão tão conhecida outrora.

Mas, talvez você não se convença quando eu afirmo do tamanho da imbecilidade unicórnica, e use a prerrogativa que eu devo ser um “salgado de boteco antivermelhos” para parar de ler este texto. Se acha isso, aliás, nem precisava ter começado. Eu também acho que o impeachment é um erro, e que teriam argumentos a serem plantados muito melhores – e menos idiotas – do que afirmarem que é golpe. Até porque, o ato foi o mais utilizados pelos próprios seres que bradam o tal “golpe”, inúmeras vezes, como “instrumento democrático”. Questionar um governo, aliás, é um ato político e democrático, seja por ação ilícita (que deve ser provada, o que não vejo ainda ser o caso), seja por incompetência (sim, e aí, sou contra o governo, e o questiono constantemente). Portanto, é ato democrático. Assim como é importante tomar partido, e assumir o seu lado, é também poder escolher, poder mudar, poder refletir sobre tudo isso, antes de seguir a maré de discursos fáceis de entender e de compartilhar, sem pensar muito.

E por falar em ato democrático, a razão de eu escrever – e do título – é justamente a loucura coletiva representada neste último 13/12, na ocasião dos protestos pró-queda da Presidente. Sou extremamente a favor de qualquer forma de protesto, bem como de que os grupos contrários/favoráveis adotem estratégias de defesa de seus interesses. O problema, a meu ver, é a escolha de estratégias. Se qualquer grupo, hoje, antigoverno sair às ruas, é fato que em minutos as redes sociais se encherão de questionamentos acerca do quantitativo de pessoas que ali estão. Agora, atenção: se você foi um dos que compartilharam maciçamente imagens e dados, ridicularizando os protestos, e teve a coragem de chegar a ler até aqui, por favor, pare. Eu vou lhe ofender, e mais, eu vou me sentir no direito de fazê-lo, pois lhe avisei antes. Por favor, realmente não siga a leitura, e seja feliz.

Se você decidiu seguir para este parágrafo, então, atente para o seguinte: nas últimas décadas, desde o tempo da ditadura (aquela que uns falam que tem saudade, outros tem aversão) o maior instrumento para o chamado processo de redemocratização foi, justamente, a ação popular (coordenada ou espontânea). O que derrubou o ex-presidente Collor não foram os milhares que foram às ruas, mas os 8 gatos pingados que começaram, numa esquina qualquer. Não havia internet para ridicularizar. Eu mesmo presenciei, à época, greves em que um sindicalista gritava no carro de som e meia dúzia o acompanhava embaixo de uma árvore. E só! Não tirei foto – nem ridicularizei – pois aprendi que aquilo era exercício da democracia, ainda bem. Li sobre 10 que foram à rua protestar e um dia levaram sarrafo. Li sobre milhares que foram, e levaram bombas. O argumento de quantos foram à rua é explosivamente ridículo, quando lembramos que foi indo a rua que este governo se fez, chegou ao poder. Mais ridículo, quando os grupos que clamam por democracia são justamente os que ridicularizam os que vão à rua. Então, amanhã, se não estiverem no poder, se não forem maioria, também não poderão ir à rua? Posso eu – ou qualquer outro – lhe ridicularizar? Lhe chamar de golpista ou seja lá do que for? Vai ser muito interessante mesmo, pois está se dando ao outro o tratamento que pode lhe ser feito, e ensinando que nenhum lado mais terá razão para nada. Assim, me parece muito claro que o buraco que se cava é ainda mais fundo do que se pretende em qualquer ditadura.

Mas, e daí? Qual a diferença de 8 ou 80 mil? Ser um imbecil lhe faz questionar a quantidade? Sim, e isso é tão idiota como dizer que 80% querem que a Presidente caia. O número, não diz nada, sem uma ação correlata, contundente. Ela pode cair com a vontade de uns, ou de milhares, se for o caso. O uso correto das instituições democráticas responderá sobre isso. A possibilidade de dar minha opinião – ou a sua – e debater sobre isso, de ir a rua sozinho ou com milhares, é que faz a democracia. Pense nisso, antes de ser um imbecil. E, na boa: seja feliz!

Daniel Pinheiro

Inércia: Princípio ou Fim (por: Daniel Pinheiro)

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Quando adolescente, nunca tive problemas com as aulas de Física ou Matemática. Ao contrário, sempre me saí bem com disciplinas com base no cálculo ou na lógica. Ao escolher fazer Administração no vestibular, porém, em alguns meses toda a minha habilidade com números parecia desaparecer, e dar lugar a um outro tipo de conhecimento, típico das ciências sociais aplicadas. A partir daí, nada do que eu havia estudado em Física, por exemplo, parecia fazer sentido ou utilidade. Isso me gerou certa revolta, típica da época, pois poderia Continuar lendo Inércia: Princípio ou Fim (por: Daniel Pinheiro)

Extra! Extra! (por: Daniel Pinheiro)

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Ao ler o título, o que primeiro lhe vem em mente? Se a resposta for – “nada” – ou você não teve uma boa infância, ou é muito novo. Raros eram os desenhos ou filmes que não faziam referência a um garoto ou jovem jornaleiro, anunciando a novidade e vendendo seu folhetim. Este, pra mim, é o retrato que marca a “verdadeira Era da Informação”.

Digo isso, pois Continuar lendo Extra! Extra! (por: Daniel Pinheiro)

Os Opostos se Atraem (por: Daniel Pinheiro)

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A vitória do candidato de centro-direita na eleição presidencial da Argentina, o empresário Mauricio Macri, causou certo alvoroço em terras tupiniquins nas últimas horas – e certamente será “assunto” nas redes sociais nesta segunda-feira. Já são claras manifestações de Continuar lendo Os Opostos se Atraem (por: Daniel Pinheiro)