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Breve Crônica da (in)Eficiência

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Se você é uma pessoa muito sensível, não leia. Avisei!

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Sobre Meninos e Loucos (por: Daniel Pinheiro)

Sobre Meninos e Loucos

Segundo consta na WIKIPEDIA (2012), “saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular. ‘Saudade’, só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, falta, distância e amor. A palavra vem do latim ‘solitas, solitatis’ (solidão), na forma Continuar lendo Sobre Meninos e Loucos (por: Daniel Pinheiro)

Surto Psicótico (por Daniel Pinheiro)

Saudades da boa e velha Wikipédia aproveitei um momento de reflexão para ler mais em fontes não-confiáveis, como sempre, sobre um assunto o qual tinha interesse, particularmente, no dia de hoje: surto psicótico.

Parece loucura (desculpem o trocadilho), mas a idéia de escrever sobre isso seguiu após montar, mentalmente, uma palestra de encerramento do semestre para uma turma, que deveria proferir em breve. Me veio à mente uma questão: e se, de repente, alguém surta? Professor, aluno… seja quem for?!

De acordo com as definições disponíveis na Wikipédia, os surtos [psicóticos] são comuns na esquizofrenia e podem ocorrer da fase maníaca aguda do transtorno bipolar. Também podem ocorrer devido a substâncias psicoativas, como álcool, anfetamina, cocaína, etc. Durante o surto podem ocorrer manifestações de paranóia, alucinações e delírios. O surto geralmente dura algumas semanas e pode ser encurtado de acordo com a medicação administrada. A medicação também pode impedir um surto ou torná-lo menos grave se ocorrer. Normalmente o surto é precedido por comportamentos estranhos do indivíduo, que só podem ser detectados poucos dias antes que este entre em crise. Sendo assim, é muito importante acompanhar pacientes nesta situação a fim de medicá-los antes do início do surto. Segundo o DSM IV, um dos sintomas para se diagnosticar esquizofrenia é a duração do surto de, no mínimo, seis meses. Não pode ser transmitida para outras pessoas, é uma desorganização mental grave e não tem poder para induzir outras mentes a fazer o mesmo.

Com o devido respeito a fonte, não era disso que gostaria de falar, mas sim, de algumas destas manifestações. A cada dia, tenho a nítida sensação de que fica mais difícil a cada momento prever que seja possível o auto-controle dos indivíduos, especialmente, devido às pressões do dia-a-dia.

Explico. Tem sido muito mais comum ver as pessoas se relacionarem “virtualmente”, se é que é possível chamar de relacionamento algo virtual (o que eu considero impossível). O mundo é real. Se fosse alguém tentando escapar da realidade, com seus “amigos imaginários”, seria louco, esquizofrênico. Mas, se for alguém que tenha 380 amigos em seu Orkut, mas nunca abraçou ou olhou nos olhos dele, é um usuário de redes sociais. Redes sociais uma joça!

Esta “virtualidade” está acabando com a chance dos seres humanos serem um pouco melhores. Quanto mais virtual, distante, mais fácil se tornar egoisticamente individualista. É como se, na medida em que as pessoas se envolvem cada vez mais com seus “amigos imaginários” do mundo virtual, mais ignorassem os seres de carne, osso e sentimento do mundo real.

E por que falar tudo isso? Ora, como escrevi o que me preocupa são as tais manifestações. Às vezes, sinto-me cercado por pessoas em pleno surto, com suas “paranóias, alucinações e delírios”.

Começo por um bando de desocupados, que tornou uma desvairada de vestido rosa e comportamento, no mínimo, desrespeitoso, em celebridade instantânea. Sim, falo daquela moça de terrível mau gosto. E, sim, a nossa mídia anda cheia destes desocupados criadores de polêmicas. Acho que acreditam tanto em suas polêmicas fantasiosas, que acabam acreditando que é a mais pura e absoluta verdade. Mas, não é só isso.

Quando vejo que o surto psicótico decorre de uma espécie de “desorganização mental grave”, lembro do nosso congresso. Aquilo, sim, é uma desorganização mental grave, gravíssima, imensurável até. E com transtorno bipolar! Uma hora, não fazem absolutamente nada. Noutra, só escândalo. Não seria bom, um pouco de trabalho, para variar? Talvez, até alguns se curassem (calma, talvez!). E, o pior. Agora, entre eles, é moda se “virtualizar”. Criam personagens nestas redes sociais (especialmente no Twitter) e escrevem coisas como suas agendas, seus feitos e conquistas. Pura BOBAGEM! (Mas, confesso, ando lendo, exceto o Mercadante, que não dá para agüentar!).

E, nesse mundo de personagens fantasiosos, venho ao blog justamente para confessar: devo estar em surto psicótico. Estou tendo alucinações. O preço do álcool, eu tenho certeza, é fruto de minha imaginação. Lula Judas da Silva, dono do mundo, matador da fome, é alucinação.

Melhor parar por aqui, descer deste trem da alegria, e ver o mundo real.

Daniel Pinheiro

Apresentando o Vladimir (por Raul Avelino)

Com vocês meu amigo Vladimir!

Amigos leitores,

Dia desses marquei com o Dr. Ariosvaldo de tomarmos uma cerveja e jogarmos conversa fora ali no boteco do Altair. Cheguei mais cedo e fiquei de prosa com o Altair quando apareceu aquela figura elegante, à sua maneira, sapatos de cromo alemão, calça branca de linho Panamá, camisa bem cortada com os punhos bem ajustados por um exclusivo par de abotoaduras e um blazer azul marinho de botões dourados com brasão da família Bengalonga de Medeiros bordado no bolso do lado esquerdo, me lembrou a figura de um antigo Comodoro do iate clube de Guaratuba, os cabelos bem alinhados com o auxilio de muito gel fixador que ele insiste em chamar de gomalina, os óculos bifocais redondos e grandes com armação fininha dourada que combina com o rolex e a pulseira que pendem no pulso esquerdo, mesmo braço que traz presa junto ao corpo a sua inseparável capanga, de longe se vê também a grossa aliança com detalhes em relevo adquirida recentemente em comemoração às bodas de ouro dos cinquenta anos de casamento com Da. Dircinha Albuquerque de Medeiros, sua “senhoura”, como ele gosta de dizer, o dedo mínimo da mesma mão ostenta com orgulho o seu anel de doutor. Sim, é ele, o grande Ariô que chega com um sorriso largo e já nos cumprimenta com uma de suas famosas frases de efeito “Sarava sua banda doutos colegas”!

É, o Dr. Ariosvaldo é assim, uma figura única. Sentamos, pedimos uma Original estupidamente gelada e uma porção de filé de tilápia, o Ariô pediu também um rabo de galo que é pra quebrar o gelo. Iniciamos a conversa sobre isso e aquilo quando ele interrompe e comunica que convidou para juntar-se a nós um cliente que acabou virando seu amigo já da algum tempo, o Vladimir. Por falar no diabo, aparece o rabo, não demora muito e chega o Vladimir. Um curitibano típico, Polaco com cabelos meio lusco fusco numa cor meio entre o loiro e o castanho claro, escorridos e num comprimento médio, repartidos ao meio ao melhor estilo príncipe de conto de fadas, manja o Pablo que fazia dublagem no qual é a música do seu Silvio? Então, esse cabelo aí, o nariz enorme como o de todo bom polaco, ou italiano, boca fininha quase sem beiço, olhos fundos e pouco expressivos de um verde meio sem graça, um gogó bem proeminente, magrelo e de estatura mediana com uma postura meio desengonçada daquelas com a coluna curvada pra frente. Chegou com as mãos nos bolsos da calça de tergal bege, eu nem sabia que ainda existia esse tipo de tecido, sobre os ombros, com as mangas dependuradas pra frente, acomodava-se um pulôver vermelho. A camisa era verde água aberta no peito até o terceiro botão de cima pra baixo deixando à mostra uma corrente dourada que trazia como pingente um crucifixo. As mangas dobradas um pouco abaixo dos cotovelos revelam no pulso uma pulseira Sabona prata e um relógio “Oriento” pulseira e caixa de aço com fundo vermelho, as meias brancas se destacam dos sapatos pretos daqueles sem cadarço que trazem sobre o peito do pé um penduricalho na altura da língua, estes ornam com o cinto também preto e de material sintético cuja fivela traz em relevo a letra “G”. Pois é, a letra “G”, sendo o nome da figura Vladimir, fiquei encasquetado tentando entender o porquê dessa inicial, bom, vai saber.

O Ariô faz as devidas apresentações e eu o convido a sentar, pedimos mais um copo e mais uma original e seguimos a prosa, o Vladimir bastante tímido no começo depois de uns goles começa soltar o verbo com mais facilidade, manifesta preocupação com “a fuca” que deixou estacionada na rua e nós tratamos de tranquilizá-lo. Nos conta que o seu fusca verde abacate 72 é herança do pai já falecido, aproveita e fala de sua origem, pai italiano e mãe polonesa, ambos descendentes, mora no Santa Cândida e é funcionário público municipal, dá expediente numa repartição qualquer que não lembro mais qual é. Mais algumas cervejas e o Vladimir já bem mais soltinho me confidencia que é solteiro e tem dificuldade com as mulheres, com seu sotaque bem marcado de leite quente dá dor no dente, vai me contando algumas de suas desventuras amorosas, mas que está mais confiante, porque agora o Dr. Ariosvaldo os está aconselhando e ele já apresentou progressos, na última sexta feira no Fascinação conheceu uma “pequena” (pequena? Isso é coisa do Ariosvaldo!) a Fátima, no sábado a convidou pra ir tomar um sorvete no Passeio Público, ao contar isso o Ariosvaldo quase teve um ataque, por pouco não lhe deu um pescoção, olhou pra mim e disse: – Ta vendo Raul, que trabalho difícil eu tenho pela frente? Mas eu vou vencer mais esse desafio, vou fazer do Vladimir um predador implacável!

Bom, eu me limitei a desejar-lhe boa sorte.

Mas, sabem que gostei do tal do Vladimir Rachinski Morelli, boa praça o polaco, falei pra ele do nosso blog e ele se interessou muito, disse que vai acessar “lá do serviço”, por chiste recomendei que lesse os artigos do Adamastor Euclides e do Alek Fidelis, pois achei que ele tem tudo pra ser o fiel da balança entre esses dois malucos e pedi pra que ele escrevesse o artigo “Como ser macho de verdade sem deixar de ser fashion”, sei lá, achei que a figura dele é a cara do tema em questão, vocês não? A verdade é que ele gostou da proposta e prometeu pensar no assunto, aguardo ansioso pela estréia desse quiçá, novo colaborador. O Ariosvaldo torceu o beiço meio que temeroso pelo resultado disso, eu pelo contrário estou muito confiante. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Um grande abraço a todos.

Raul Avelino.

PS – Ah sim, não resisti e ao nos despedirmos lhe perguntei o porquê da letra “G” no cinto, ao que ele me respondeu ser G de Gumercindo seu irmão mais velho, ele tomou o acessório emprestado do irmão já tem uns dois anos e nunca mais devolveu. Gente boa o Vladimir!

Como Ser Fashion de Verdade (por Alek Fidelis)

Como ser Fashion de Verdade (por Alek Fidelis)

Estou chocado. Simplesmente, arrasado. Quando o Adamastor Euclides escreveu tudo aquilo no blog, pensei: sou um lixoooooo! Bem que papai dizia que eu precisava “tomar jeito de homem”. Não aguentei, fui na minha psicô…

Foi quando ela me disse, com toda sua doçura: “Porra, deixa de babaquice e reage!” Resolvi responder a cada uma das provocações do Sr. Adamastor, não para provocar, mas para salvar as colegas desse monte de, afff, ogros.

1 – Usar cores exóticas: é suuuuuuuuper na moda. Claro, um algodão cru é sempre, digamos, rústico, mas também faz estilo, se tomar cuidado para não ficar com cara de saca de arroz, é claro, não é meu bem? Use e abuse das cores. Um rosa-cheguei-ontem-e-todo-mundo-soube é tudo de bom. Imagine-se ainda contando para as amigas que comprou um casaco de cor tomate seco. Chiquéééérrimo!

2 – Segurar sacolas e sacos plásticos pela alça: sacola plástica ninguém merece! E o planeta? Levo minha sacolinha reciclável, que comprei lá no bazar da minha amiga Luzinete, que trouxe da França. Feita de fibra de bambu asiático. Um luxo. E nem machucam os pobres Koalas. Chique mesmo, fofo, é ser sustentável, tá?

3 – Ficar parado na escada rolante esperando chegar no final: sem comentários. Como vou mostrar minha roupinha nova no shopping? Imagina, eu quero é desfilar para todos. Esses dias vi um cachecol num manequim masculino no shopping, achei um luxoooooooooo! Imagina, enquanto desço deslumbrante a escada, todo mundo olhando eu dar aquela “arrumadinha” no babado. Arraso!

4 – Tomar sucos de frutas misturadas: filhote, suco de laranja com lima da pérsia, gengibre, um toque de hortelã é suuuuuper refrescante. Aliás, tem combinações maravilhosas. Já provou um smoothie? Isso é ser fashion, tá?

5 – Dizer que gosta de sobremesa: imagine-se deslumbrante na mesa do restaurante de papai e mamãe, quando você olha no cardápio, chama o garçom, e pede, com sotaque francês e tudo, um “creeeeeepe suzete”. Amor, é poooodre de chique.

6 – Não ter cicatrizes no corpo: ui, que nojo. A Dra. Eva, minha dermô, nem ia querer saber mais de mim se eu quisesse deixar uma. Esconda. Tooooooooodas. Nem unha merece ficar quebrada, quanto mais cicatriz. Muito Shrek esse Adamastor Euclides.

7 – Dizer que vai pra praia pra tomar sol: vou para a praia tomar sol sim, pegar um bronze, ver tudo de bom que tem por lá. E tudo com um belo de um protetor na bolsinha de praia, que tem que lhe custar, pelo menos, uns R$750,00 para ser “A” bolsinha.

8 – Raspar os pêlos do corpo com exceção da barba/bigode: bem que sempre soube que o homem veio do macaco. Pelo menos o cérebro o Totô Euclides deve ter de macaco ainda. Credo, pelos? Que noooooooooooojo.

9 – Colocar luzes, alisamento, etc., no cabelo: nem devia comentar. Quem adora ficar hoooooras no salão com as amigas? Pobre. O Clidinho só pode ser um pooooobre. Queridoooo, acorda. Salão é coisa muito chique. Aliás, experimenta um creminho no cabelo de vez em quando, tá? Ficar lavando o couro com sabão de coco é um horror, tá?

10- Fazer AERÓBICA: viu, não falei? Deve ser pobre, velho, careca e barrigudo. Ou uma biba inrrustida. Sai do armário, flor. E para de ir para “aeróbica na praça”, quando é de graça. Luxo é spinning, e tudo que tiver “body” no nome, tá?

11-Sorvetinho no sábado: pobre é tudo igual. Só porque não pode ir no Freddo, no Marcolini, fica assim, com inveja. Viu? Inveeeeeeeeja. E, se for um dia, não esqueça de levar alguém para traduzir os sabores, porque o chique é ler tudo em italiano, tá?

12-Mandar email de correntes: Biba (desculpe a intimidade). Arrasou. E-mail com corrente é mesmo tudo de ruim. Mas, tem uns que são tão fofinhos… você recebeu aquele dos cachorrinhos que estão doando há uns oito anos? Um luxo só, não? Acho que até o Adamastor deve ter o seu cãozinho lindinho, nem que seja um vira-lata. Eu tenho o meu Leocádio. Um amor de criança. Meu bebezão.

13 – Beber refrigerante no copo: geeeeeente, morri. Que é isso? Nada mais saboroso e refrescante que uma coca-cola zero com limão e gelo. Claro, prefiro tomar minha Perrier com um copo beeeem decorado, masssss… que homem insensível. Vou chorar!

14 –Dançar: vai morrer sozinho filhota! Sair para dançar, com aquelas amigas lindas de morrer, uauuuuuu, um espetáculo! Acho que vou até dar um pulo no salão pra sair hoje.

15 – Perfumes: só tenho uma coisa a dizer. Pobre, pobre, póóóóóóóóbre! Ter um armário com perfuminho, creminho, hmmmmmmmmm… um sonho! Só coisa boa, é claro. E importado. Nada dessas enganações nacionais.

Olha, depois de escrever isso aqui, só um bom Martini, com gelo e cereja, claro, enquanto passo o meu creminho Victoria Secrets, para arrasar hoje a noite. Tá? Ogro. Porque eu sou é fashion, e muiiiiiito chique.

Yes, I Will Survive!!!

Capítulo I – Os Primeiros Passos (Pergunte ao Ariô)

CAPÍTULO I

O QUASE HOMEM

O que vem a ser o quase homem?

O quase homem, também conhecido como piá de bosta, ou moleque ranhento, dependendo da região do país, é aquele ser quase humano e quase gente, que quase pensa que já é gente. Tem pintinho, então se subentende que seja do sexo masculino e, portanto, um sério candidato a tornar-se homem um dia, desde que nenhum acidente de percurso o faça se sentir meio sensível, a fim de morar com a avó, desenvolvendo habilidades manuais, com jeito para culinária, tricô, balé, artes plásticas, teatro e coisas do gênero, além de considerar as coleguinhas como amigas, (-Menos a Analú porque ela é muito metida), e olhar os meninos como seres diferentes e mal educados,     (-embora alguns sejam bem interessantes, ui…).

É meu amigo, se o seu pimpolho desenvolveu estas características tão pitorescas, não tem jeito, ele é boiola, peroba mesmo, sim porque a única habilidade manual que macho que é macho nessa idade desenvolve e cultiva por toda vida, é a do sexo solitário, o onanismo e todas as suas variantes, ou seja, a boa e velha arte de descascar a gabiroba.

Bem, feito este importante à parte, passemos a descrever o quase homem, suas características físicas e comportamentais que o tornam facilmente identificável.

Todo o quase homem que se preza, tem uma aparência esquisita, alguns chegam a ser gorduchos, mas a grande maioria é composta por magricelas, joelhudos sem muita postura, com a cara cheia de espinhas (efeito colateral de sua habilidade manual, em alguns casos observa-se também a ocorrência de pêlos nas mãos; em uma delas, ou em ambas, caso sejam adeptos do método de onanismo Mariquinha, Maricota, com a direita e com a canhota). Tem cara de bobo e riso fácil, cultiva hábitos estranhos e nada educados, tampouco higiênicos como tirar meleca do nariz e acondicionar nos lugares mais inimagináveis, por vezes gruda a meleca no mesmo lugar da cabeceira da cama onde gruda o chiclete antes de dormir, para aproveitar no dia seguinte. Esta prática além de nojenta é muito perigosa, pois no dia seguinte, ao invés de remascar o chiclete, o infeliz pode por engano, acabar mascando a meleca!

Outros hábitos como arrotar, peidar, coçar frieira e depois cheirar o dedo, também fazem parte do seu repertório de esquesitices, além é claro dos tradicionais pequenos furtos em supermercados e padarias, fala a verdade, quem nunca caiu numa dessas, ou não foi moleque, ou não soube aproveitar a infância. Alguns acabam se especializando na arte e tomam gosto pela coisa, mais tarde se filiam a um partido político, candidatam-se a um cargo público e não raro ocupam uma cadeira em Brasília, tornam-se seres realmente desprezíveis e daí pra frente o céu é o limite e o inferno a herança que nos deixam…

Nesta fase, que tem início por volta dos oito anos de idade e vai até os quinze, dezesseis aproximadamente (em alguns casos de desenvolvimento retardado persiste até os 80 ou mais), o quase homem tende a interessar-se por carros, motos, boates, esportes (o futebol é o predileto e mais indicado, cuidado com o vôlei, a patinação, o jiu-jitsu e outras viadagens que podem influenciar seu estilo de vida e por tudo a perder, deixando você com um jeito meio esquisitão), revistas masculinas e é claro, MULHER.

Embora ainda pertença à tribo dos COMENÍNGUEM, ele já começa a arriscar seus primeiros passos, ou melhor dizendo, piços.

É aí que entram as empregadas, as primas mais velhas (ou mais novas, tanto faz, o importante é “afogar o ganso, molhar o biscoito, descabelar o palhaço, botar as bananinhas pra madurar, entubar a braxola, e por aí vai…”), e as coroas amigas da mãe. Separadas e carentes estão loucas pra dar e é claro, são uns tremendos jaburus, sim porque as gostosas que ainda dão um caldo quem pega é o pai e não o filho, pra este só sobra mesmo a rapa do tacho, pelo menos nesse primeiro momento, pois a fase boa ainda está por vir, acreditem.

Ah… Os primeiros piços, digo passos, quantas saudades…