Incompetência (por: Diogo Melo)

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Uma palavra que resume todo este imbróglio político é incompetência. Dilma foi incompetente na gestão econômica, fazendo uso de pedaladas fiscais para disponibilizar verba, em grande maioria, para grandes empresas e agronegócio e, em menor quantidade, para programas sociais. Pedaladas estas consideradas crime de responsabilidade fiscal pelo TCU, que faz parte daquele rol de órgãos técnicos que, se fossem ouvidos com mais frequência, muita gente estaria na cadeia. A Dilma ciclista criou esta crise que não precisa de ajuda de mídia nenhuma para a população saber que algo não está indo bem, todos sentem na pele.

Dilma também foi incompetente politicamente. Achava que a Lava Jato não chegaria aos altos escalões de seu governo. Chegou. Lula e sua pupila pressionavam para que a corte do STF os defendesse. Não deu certo. Lula pediu a Mino Carta, da Carta Capital, que levantasse suspeita sobre os métodos de Moro. A um Marinho da Globo, a presidente pediu ajuda para reverter a opinião pública. Otávio da Folha reconheceu exageros. Tarde demais, a manada era irreversível. Numa última cartada, um grande acordo de governabilidade para salvar petistas e peemedebistas passava pela nomeação de Lula para a Casa Civil, o qual seria uma espécie de primeiro-ministro, como foi confirmado pelo áudio entre Renan e Machado. Lula criaria obstáculos para a Lava Jato e salvaria a todos, inclusive a si mesmo. O Bessias levava a carta ao Messias. Só não contavam com os áudios que Moro liberou, livrando-nos do golpe que faria este governo corrupto continuar por mais 3 anos no poder.

Incompetência demonstrada também pelo grande parceiro do PT nas últimas eleições, o PMDB, que ao ver que nem Lula a salvaria, aproveitou o crime de responsabilidade da presidente para jogá-la para escanteio e dar início ao seu plano de salvação nacional (dele mesmo) tomando as rédeas sobre a influência na Lava Jato. Mais uma vez, áudios mortais vazados foram mais que suficientes para derrubar toda esta trama de contenção da sangria.
Não se esperava que o governo Temer fosse o bastião da honestidade, afinal, ainda é o mesmo governo, com os mesmos nomes, rostos e práticas. A melhor saída parecia ser a impugnação da chapa pelo TSE, porém sua lerdeza é de dar inveja às lesmas. Mesmo assim, acreditava-se que ninguém passaria incólume, independente de partido ou escalão no governo, à investigação da turma de Moro. E o que se acreditava está se confirmando. Certo da incompetência dos políticos e da competência da operação, um a um os corruptos vão caindo como patos em cada áudio vazado.
Por: Diogo Melo

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