O Maranhão é o Brasil (por: Daniel Pinheiro)

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Os episódios vividos no dia de ontem (09/05/2016) são, absurda e lamentavelmente, o retrato da vida política em nosso país:

  • Há uma democracia, mas uma democracia infantil, onde alguns poucos detém um poder absurdamente grande, e este poder é legitimado de tal maneira que nos faz parecer que tudo é possível;
  • Nossas instituições são frágeis: elas dependem muito mais de indivíduos do que, necessariamente, são em si fortalecidas – ainda temos a ideia de que ter “donos do poder” é algo bom, positivo;
  • Tudo não passou de uma manobra – igualmente infantil – onde, alguém foi “seduzido” e levado a crer que faria um “bem” para outros, que por sua vez criaram (falsas) esperanças de que o processo poderia ser (aí sim, constituiria um golpe) barrado levianamente;
  • Feita a manobra, volta-se atrás ao fim do dia, mostrando que o tamanho da irresponsabilidade pode ser maior do que inicialmente fora. A manobra fora tão leviana e irresponsável, que foi anunciada numa coletiva de imprensa ao estilo das melhores ditaduras – se é que, melhores, se aplica ao caso;
  • O presidente interino da Câmara dos Deputados amanheceu o dia como herói de uns e vilão de outros. Terminou o dia, como herói acovardado de uns e vilão acovardado de outros. Somos especialistas em criação de mitos e ídolos – e em derrubá-los;
  • Os esperneios dos governistas no Senado criaram uma cena lamentável, a qual não condiz com a seriedade da casa. Impressionante ver o esperneio em frente as câmeras – e o descuido em risos inocentes quando acham estar fora delas. É um big brother político, ao pior estilo que um reality possa ser – e com consequências nefastas;
  • A imprensa mundial está perdida – o mundo não entende mais o Brasil;
  • A imprensa nacional está – igualmente – perdida;
  • Se havíamos tentado manter o mínimo de dignidade como nação, ela começa a sangrar rapidamente.

Enfim, W. Maranhão, o interino que abalou as estruturas, é esse Brasil: irresponsável, arrogante, criador de mitos, que se seduz por propostas na calada na noite, e no outro dia acorda em silêncio, depois de ter voltado atrás, sem dar explicações como se nada tivesse acontecido. Por outro lado, continuamos sem governo, com um “futuro governante” negociando cargos e ministérios. Espero, mesmo, que alguém, um dia, pense nesse Brasil. Que confusão!

P.S.: Espero, inclusive, que tenham percebido que este texto é igualmente confuso, pobre e intencional.

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