A Volta dos que Não Foram! (por Daniel Pinheiro)

debatepronto

It’s All Over Now, Baby Blue
by Bob Dylan

You must leave now, take what you need, you think will last
But whatever you wish to keep, you better grab it fast
Yonder stands your orphan with his gun
Crying like a fire in the sun
Look out the saints are comin’ through
And it’s all over now, Baby Blue

The highway is for gamblers, better use your sense
Take what you have gathered from coincidence
The empty-handed painter from your streets
Is drawing crazy patterns on your sheets
This sky, too, is folding under you
And it’s all over now, Baby Blue

All your seasick sailors, they are rowing home
All your reindeer armies, are all going home
The lover who just walked out your door
Has taken all his blankets from the floor
The carpet, too, is moving under you
And it’s all over now, Baby Blue

Leave your stepping stones behind, something calls for you
Forget the dead you’ve left, they will not follow you
The vagabond who’s rapping at your door
Is standing in the clothes that you once wore
Strike another match, go start anew
And it’s all over now, Baby Blue

Fonte: http://goo.gl/Y3pBYS
Ouça no YouTube:

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Voltamos… mas nunca fomos!

Por: Daniel Pinheiro

Se é para recomeçar, que seja com estilo. Toda vez que ouço esta música do Bob Dylan (ou mesmo a versão em português do Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti, conhecida pela minha geração na voz do Engenheiros do Hawaii – Negro Amor) não penso em recomeços, mas nas necessárias pausas que fazemos por vezes.

Talvez, uma das maiores habilidades que o ser humano deva aprender seja recomeçar. Por várias circunstâncias, novos ciclos podem ser necessários. Vivemos, aqui no blog, algumas destas. Além de cansativo, alguns dos debates extrapolaram o mundo virtual, como era a intenção inicial. Mas, tudo tem um limite. E esta pausa, foi a necessária para repensar, inclusive, os limites.

Coincidentemente, ao sairmos de cena no dia 13/11/2014 (veja o post AQUI) ainda alimentávamos uma ponta de esperanças no ano que viria. O que vivemos após as eleições, e especialmente, na virada do ano, foi algo completamente inimaginável: a virada econômica e social era esperada, mas a “esculhambação ética” passou de todo e qualquer limite de tolerância.

Vivemos não os piores – ou melhores – meses da História do Brasil, e não nos limitemos a rótulos. Aliás, a necessidade incessante de heróis e de rótulos é parte de um terrível início de 2015. A sociedade brasileira parece ter entrado numa luta cega, numa demonstração acéfala de certezas, quando mais está perdida. Grupos tentam se estabelecer como “direita” ou “esquerda”, ou se apegam a ideologias que tradicionalmente levariam a isso, sem muitas vezes nem refletir. Aliás, grupos conscientes não fazem isso, mas simplesmente manobram uma massa a fazê-lo por eles.

Assistimos ao assalto da Petrobras mais passivos que à final do Big Brother Brasil, da famigerada Globo. E continuamos a assistir uma série de roubos e desmandos, alimentados por uma crença fútil de que “vai dar tudo certo”. Não, não vai. Grupos políticos, dominantes, continuam a se articular em torno de interesses – e todos eles bastante egoístas, centrados em um plano de poder, jamais visto na história desses país. Enquanto pessoas comuns se “partidarizam”, brigam com seus amigos, ou simplesmente se destroem publicamente postando verdadeiras asneiras nas redes sociais, poderosos, manipuladores e interessados continuam a colher os frutos do que há muito é planejado.

Ufa, não foi um bom começo! Estamos vivendo uma implacável busca por respostas sem, ao menos, se dar ao trabalho de fazer as perguntas. Não quero assistir alguém bater em minha porta, enrolado nos trapos que já me vestiram, como uma espécie de “espelho impiedoso”. Não. Quero vestir aquilo que me condiz, e seguir em frente. E vestir quantos eu puder.

E, por isso…voltamos! Ou melhor, por enquanto só digo VOLTEI.

Está interessado(a) em colaborar? Quer publicar no blog um texto de sua autoria? Quer comentar sobre um assunto, como fazemos, citando outro artigo? Entre em CONTATO, vista sua roupa. Esse espaço, também pode ser seu. Ter ideias – e debatê-las – é um ótimo recomeço!

 

3 opiniões sobre “A Volta dos que Não Foram! (por Daniel Pinheiro)”

  1. Posso dizer que a iniciativa de reabrir este canal – que nos permite expor e estar exposto aos mais variados assuntos – não podia vir em melhor hora. Não acompanhei assiduamente como gostaria a sua primeira passagem, mas a livre (e cuidadosa) expressão é o que diferencia os seres pensantes dos zumbis sociais (vulgo gado – sem menosprezar os pobres animais, mas fazendo uma alusão a sua involuntariedade de ações).

    O Brasil passa por um momento sensível, em meio a um emaranhado de conflitos de interesses individuais, corporativos e políticos. Enquanto gostaríamos de tratar das inúmeras possibilidades de redes entre os atores sociais, que utopicamente nos permitiriam alcançar uma homeostase social, falamos e ouvimos dia a dia das redes de tráfico, dos cartéis, das quadrilhas…Temos que mudar, temos que agir…

    São ações como estas, o famoso trabalho formiguinha, que permite que estas mudanças, pouco a pouco ocorram. O “negócio” tem que acontecer de dentro para fora.

    Será um prazer participar..

    Forte abraço e obrigado pelo convite!

    1. Sempre muito bem vindo! Comentários como estes, é o que esperamos. Certamente virão ótimos textos pela frente. É isso mesmo, a inquietação de cada um, que não pode deixar isso simplesmente passar, somente berrando feito louco em redes sociais, mas dando a sua opinião, seja qual for, de maneira, no mínimo, inteligente.

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