Hospital na Faixa

Depois de um post do Daniel Pinheiro em uma rede social sobre um assunto que tem tomado conta dos noticiários internacionais, surgiu, como o próprio blog exige (e esse o caráter de sua existência), a necessidade de um debate. Não pronto, mas de bate-pronto, rapidinho, fresquinho,  para a notícia não esfriar. Se é que esse tipo de notícia esfria.

Pois bem, o  nobre mediador deste blog, citado acima, postou um comentário sobre o conflito (?) Israel x Palestina com base em uma reportagem do jornal O Globo [transcrita abaixo e disponível no link] , onde se lia que o Brasil irá financiar a construção de um hospital na Faixa de Gaza , além de outros recursos , haja vista os embargos (embora parciais) de Israel e do Egito.

O Daniel colocou o seu ponto de vista na rede social. Eu expus o meu. E aí surgiu a necessidade e também a vontade de dar continuidade à atividade do blog sobre temas recorrentes ou não. E aí está lançado o debate. Não sobre a guerra em si , mas sobre a ajuda humanitária do Brasil a outros povos/países enquanto se sabe que nossas mazelas sociais são continentais e absurdamente opostas ao título que o país ostenta em ser uma das maiores economias do mundo.

 É isso. O debate está aberto. Pronto.

Amarildo Esteves

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Brasil vai financiar construção de hospital para palestinos na Faixa Gaza

por Daniela Kresch*29/07/2010 0:00 / Atualizado 04/11/2011 15:1

Fonte: O Globo [online]

Disponível em: http://oglobo.globo.com/mundo/brasil-vai-financiar-construcao-de-hospital-para-palestinos-na-faixa-gaza-2972572

TEL AVIV – O Brasil vai financiar, juntamente com outros dois países, a construção de um novo hospital na Faixa de Gaza, região controlada há três anos pelo grupo islâmico Hamas. O Fórum de Diálogo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) decidiu investir na obra para ajudar na reconstrução de Gaza, que teve partes devastadas pela ofensiva israelense à região, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

O custo do projeto está incluído nos US$ 5 milhões doados pelo Ibas aos palestinos ainda em 2007, durante a Conferência de Doadores para os Territórios Palestinos, realizada em Paris. Nesse mesmo encontro, o Brasil anunciou a doação unilateral de mais US$ 10 milhões. Há dez dias, o Brasil oficializou o repasse de mais R$ 25 milhões (US$ 14 milhões) para projetos específicos em Gaza. Parte dessa verba também poderá ser usada na construção do hospital.

O principal obstáculo para a obra é o atual bloqueio econômico israelense e egípcio a Gaza. Apesar de o Egito ter decidido abrir por tempo indeterminado a fronteira com a região, e Israel ter aceitado relaxar a proibição da entrada de produtos depois do episódio da chamada “Flotilha da Liberdade”, ainda há itens proibidos. Entre eles materiais de construção. Israel alega que o Hamas pode usá-los para manufaturar armamento ou construir abrigos antiaéreos.

Na visita que fez a Israel esta semana, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, pediu diretamente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que abra uma exceção no caso do projeto do hospital.

– O primeiro-ministro ouviu meu pedido com muita atenção e prometeu estudá-lo _ contou Amorim logo após o encontro com Netanyahu.

O chanceler ressaltou, também, que toda a verba será repassada a Gaza através das Nações Unidas, sem participação direta do Hamas, entidade com a qual o Brasil não mantém diálogo e que é considerada “terrorista” por Israel, pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

– Está tudo sendo feito em coordenação com a Autoridade Nacional Palestina e com a ONU. Nada passa pelo Hamas _ confirmou ao GLOBO a embaixadora Lígia Maria Scherer, que chefia o Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia.

O projeto do hospital é o segundo financiado pelo Ibas em território palestino. O primeiro, um centro esportivo em Ramallah, capital política da Cisjordânia, já está em andamento e ficará pronto “em breve”, segundo a embaixadora Scherer.

Um terceiro projeto está em discussão entre os países do grupo a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que controla a Cisjordânia. Por enquanto, a única certeza de que a obra será em uma de cinco cidades da Cisjordânia: Jenin, Qalquilia, Nablus, Tulkarem ou Hebron.- A meta do Ibas é aliviar a pobreza e a fome, além de promover o desenvolvimento sustentável de países que estejam necessitados. No caso dos palestinos, o objetivo é ajudar na construção do futuro Estado nacional – ressalta a embaixadora, complementando que o Ibas financia, atualmente, projetos em países como Haiti, Cambódia e Guiné Bissau.*Especial para O GLOBO

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