Copa do (i)Mundo – O silêncio dos inocentes

E vamos dizer mais o que, né Paulo Rink (quem deu a dica deste artigo)?

Daniel Pinheiro

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O dinheiro da Copa e o silêncio dos inocentes

Fonte: José Cruz – Blog do Cruz

 

Ricardo Teixeira – Outubro de 2007

“Faço questão absoluta de garantir que a Copa de 2014 será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas”

Ex-presidente Lula – Outubro de 2007

“Tudo será bancado pela iniciativa privada. Esta será a Copa da transparência”.

Dezembro de 2007 – ex-ministro do Esporte, Orlando Silva

“Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”.

Hoje, na imprensa brasileira

Repercute a notícia de que a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) comprou cota de patrocínio da Copa do Mundo 2015.

 

A ApexBrasil é um órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo a Folha de S.Paulo o “anunciante local”, mesmo nível da Apex, paga até R$ 16 milhões anuais para associar sua marca à Copa 2014.

O BNDES, por sua vez, já aprovou R$ 3,3 bilhões para estádios, conforme o último relatório do Tribunal de Contas da União. Empréstimo, com garantias e tudo mais. Mas é verba pública na jogada.

E qual a participação da iniciativa privada no “negócio” Copa?

Enquanto isso…

… os envolvidos no patrocínio da TAM (R$ 7 milhões anuais) à Seleção Brasileira silenciaram diante do pedido do deputado Romário para explicarem o “negócio”, na Câmara Federal.

Conforme a Folha divulgou, o pagamento do patrocínio não era diretamente à CBF, mas na conta de amigos do ex-presidente Ricardo Teixeira.

Entre os denunciados está Paulo Castello Branco, Wagner Abrahão, Cláudio , Luis Barros e Gilmar Caldeira, todos ligados ao Grupo Águia.

No total, o deputado convidou 12 pessoas, inclusive representante da Receita Federal, para saber se os recolhimentos de impostos são feitos devidamente.

Apenas o Ministério do Esporte confirmou presença na audiência. Os demais alegaram “compromissos” para justificar ausência.

Como os contratos de patrocínio são “sigilosos” está explicada a fuga dos distintos senhores.

E é assim o futebol brasileiro, com negócios suspeitos.

A Seleção Brasileira não é patrimônio da CBF, mas do nosso esporte. No entanto está sendo negociada por espertos que faturam em seu nome, enquanto o governo federal financia os negócios da Copa.

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