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Dá-lhe bolsa!

Paulo Rink

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Bolsa-atleta abraça esportes ‘exóticos’

Governo federal amplia projeto que contempla atletas de modalidades como luta de braço, halterofilismo e até levantamento de terra. Bolsista pode ganhar até R$ 3,1 mil por mês

Fonte: Gazeta do Povo

Na última quinta-feira (20), a advogada Rejane Castilho Signori, 27 anos, viu renascer sua carreira de esportista internacional: seu nome é um dos 609 que constam na lista de atletas de esportes não olímpicos que vão receber verbas do Bolsa-Atleta, programa do Ministério do Esporte (ME) de incentivo a desportistas de alto rendimento.

“Já nem estava esperando. Fiquei bastante surpresa”, disse ela, animada com a ajuda do poder público.

Rejane é uma das atletas do time de punhobol do Clube Duque de Caxias, em Curitiba, vice-campeã mundial interclubes de 2011. A equipe não joga o Mundial porque, sem verba para viajar ao Chile, não disputou o Sul-Americano do ano passado, campeonato classificatório. “Este ano, o Sul-Americano será em Curitiba, e essa verba do Bolsa, vamos economizar para ir para o Mundial de 2013, na África do Sul”, planeja.

O punhobol é um esporte com características do tênis e do vôlei, disputado em quadras de salão ou em gramado, por homens ou mulheres.

Assim como o punhobol, outras 37 modalidades pouco conhecidas do público terão atletas recebendo bolsas que variam entre R$ 370 e R$ 3,1 mil por mês para bancar os custos de treinamentos e competições.

Entre elas, algumas curiosas, como a luta de braço, que emplacou sete competidores na lista, ou modalidades de halterofilismo, como o levantamento básico, o levantamento de terra, o power bíceps e o supino.

Pela seleção dos bolsistas do programa, é possível saber que há brasileiros levando a sério as competições em jogos mais conhecidos como atividades de lazer, como a bocha e o bolão.

Ao total, o Ministério destinou R$ 11,6 milhões de seu orçamento para esses atletas, classificados por seus resultados em 2010.

Em 2011, Bolsa-Atleta para modalidades não olímpicas foi suspenso para uma reformulação no programa e uma resolução do ME definiu que 15% do orçamento do Bolsa seria destinado a esportistas de modalidades não disputadas em Jogos Olímpicos.

O Ministério não descarta que o sistema pode passar por ajustes futuros, especialmente para “afinar” que novas modalidades podem ser consideradas “esporte” e ser inclusas programa.

Visite o site da Gazeta do Povo e veja o infográfico: clique aqui

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