Da Servidão Moderna – por: Paulo Rink

DA SERVIDÃO MODERNA

Por Paulo Rink*

*Baseado no livro Da Servidão Moderna de Jean-François Brient.

Os políticos brasileiros são como as tropas que invadiram Canudos. Só medem forças com quem não ás tem. Vandalozinhos (sic!) de terno e gravata se escondem sobre o termo “autoridades”. Assim, como os cães, que se reúnem em matilhas, os políticos se reúnem em blocos. Como os cães têm um líder. Diferentemente dos cães são rasteiros e nada confiáveis.

Mais não são os maiores culpados. Somos nós mesmos e a nossa incapacidade de nos indignarmos.

Meu otimismo está baseado na certeza que está civilização vai desmoronar. Meu pessimismo está em tudo aquilo que ela faz pra nos arrastar-nos em sua queda. Que época terrível é está. Onde idiotas dirigem cegos. A servidão moderna é uma servidão voluntária, aceita por esta multidão de escravos que se arrastam pela face da terra.

Eles mesmos escolhem os amos a que vão servir. Eles não conhecem a rebelião que deveria ser a única reação dos explorados, aceitam, sem discutir a vida lamentável que lhes foi planificada. Para eles, a renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.

Eis então o pesadelo dos escravos modernos que se deixam levar pela dança do sistema de alienação. Somente a verdade é revolucionaria {…}

Cada parcela deste mundo é propriedade de um Estado ou de um particular. O roubo social que é a apropriação exclusiva se encontra materializada na onipresença de muros, barreiras, e fronteiras todo obstáculo natural ou humano deve ser destruído. O ambiente onde se aglomera esta massa servil é o fiel reflexo de sua vida. Porém, na escravidão moderna o explorado deve pagar, através de seus impostos, porque não é o mundo mais o homem, governados e governantes que se tornaram anormais.

Que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Somos levados á acreditar no sistema. Tudo se traduz naquilo que os sistemas dominantes nos impõem.  Em vista disso a miséria está em toda parte onde reina a sociedade e as classes dominantes.

Mais são os mesmos poluidores de nossas mentes que se apresentam como nossos salvadores. Estes imbecis patrocinados por multinacionais e tentam nos convencer que seus roubos serão transformados em legados para nós, e enquanto nos culpam continuam a roubar e a roubar, cada vez mais, essas pobres teses são repetidas e repetidas por políticos corruptos em seus slogans publicitários.

Porém, nunca propõem uma mudança radical no sistema trata-se apenas de algumas pequenas mudanças pra tudo continuar como antes, e a classe escravocrata cumprir-lhe o que é determinado.

O sistema político dominante fez do trabalho a sua obra principal. E os escravos modernos devem trabalhar cada vez mais para pagar seus tributos e financiar suas falcatruas, seus conchavos enquanto aos escravos sobram as migalhas de suas vidas miseráveis. Mesmos esgotados de tanto pagar seus tributos os escravos continuam sua labuta pra saciar a voraz necessidade de seus algozes. Porém, mesmo sendo o financiador o escravo moderno têm que suportar as piores humilhações, passa a maior parte de sua vida realizando extenuantes tarefas pra pagar seus tributos para que seja aproveitada por alguns.

Em nenhum momento ele foge da dominação do sistema político. Faz parte da sua vida é um escravo em tempo integral, e a condição subserviente é um mal que nunca encontrará remédio. O que nos faz que de tanto obedecer a estes pseudomoralistas faz-nos escravos da submissão. Assim a obediência tornou-se sua segunda natureza.

Obedecemos sem saber o por quê? Simplesmente por que ele sabe que deve obedecer, mesmo que honra ética e moral seja simples lembranças de uma anatomia desvirtuada. Obedecer, consumir e produzir eis o trítico que domina a vida do escravo moderno para a realização da classe dominante.

Obedecemos as leis, as forças de ordens e a todos os tipos de poderes, pois eles não sabem fazerem outra coisa. Não existe algo que lhe dê mais medo que a desobediência já que a não observância das mesmas pode ser muito arriscado. Baixamos a cabeça para os donos do poder, aceitamos esta vida de humilhação e de miséria somente por medo. Criamos os termos como: doutor, excelência e autoridade para vagabundos travestidos de ordem, no entanto possuímos força numérica frente a estes subversivos  e a força deles não são de seus policiais mais de nossos consentimentos.

Justificamos nossa covardia diante do enfrentamento legitimo contra as forças que nos domina e oprime com um discurso cheio um humanismo moralizador. Porém quando se trata de conservar sua hegemonia o poder dominante não hesita em servir-se da violência. Aqueles que se opõem ao sistema levam o singelo nome de terroristas. A negação está justificada na aspiração mediática e política que nega o conflito existente na sociedade atual. Medo e covardia são as regras para manter o escravo moderno nas masmorras que o sistema lhe proporciona.

Esta ascese intramundana nos domina, inventam regras a qual como carneiros caminhando ao matadouro obedece. Porém, outro sistema age em conluio. Os sistemas de comunicação de massa. Elemento importante pra escravocracia moderna. É ela que regula a mente, domina e inventa meios de manter a patuleia no cativeiro.

Sonhar com outro mundo se tornou um crime criticado pelos meios de comunicação e dos poderes a ele atrelados. Assim a colonização das mentes dos escravos é tarefa dos sistemas de comunicação que desde crianças nos remetem a palpados heróis dando a falsa impressão que a sua condição servil é apenas um detalhe frente à condição miserável de suas vidas.

Assim será a copa no Brasil. Um amontoado de mensagens e propagandas, idealizadas pelas classes dominantes, donde os escravos modernos entrarão com seu suado esforço pra atender organizações corruptas e sem escrúpulos.

Assim como escravos nem o direito da resignação lhe é permitida.

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