Os “Milicos” em Dois Atos

Amigos Leitores,

Em ano de eleições, ou ano político, como alguns gostam de dizer, como se os demais anos (sem trocadilhos infames por favor) também não fossem políticos, e então abre-se a temporada de caça às oportunas benesses nossas de cada campanha eleitoral e um “tsunami”, só pra pegar uma carona na metáfora da presidente, de infelizes segue a bajular a politicada pra ver se sobra algum em troca de um votinho bem negociado.

Ocorre que nessas épocas entra em cena também o fenômeno das greves e dessa vez as que mais chamaram atenção até aqui foram sem dúvida, as dos policiais e bombeiros que pipocaram aqui e ali, mas com maior repercussão na Bahia.

Contudo, ao contrário do que muitos podem imaginar não quero aqui discutir o direito e a legitimidade das greves desta o daquela categoria, mas sim destacar mais uma vez a importância do militares das FFAA (Forças Armadas) ou no popular os MILICOS. Ah os militares, esses “monstros cruéis que assassinaram covardemente tantos estudantes bonzinhos e inocentes naqueles terríveis anos de chumbo”!

Raul Avelino

1º. ATO

Recebi dia desses um e-mail interessantíssimo de autoria de um tal de Reinaldo Azevedo que confesso minha ignorância em não saber de quem se trata a não ser pelo fato de que certamente tratar-se de um milico.

O texto diz o seguinte:

Nem no Regime Militar os “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia dos brasileiros. Nem durante o regime militar estes que muitos gostam de chamar “milicos” estiveram tão presentes no dia a dia da população.

A PF não quer ir pra fronteira porque a diária é pouca? Chamem os milicos. PM não quer subir o morro porque é perigoso? Chamem os milicos.

A PM faz greve porque o salário é baixo? Chamem os milicos.

A Anvisa não quer inspecionar gado no campo? Chamem os milicos.

O Ibama não dá conta de fiscalizar os desmatamentos? Chamem os milicos.

Os corruptos ganham milhões e não constroem as estradas? Chamem os milicos.

As chuvas destroem cidades? Chamem os milicos.

Caiu avião no mar ou na selva? Chamem os milicos.

Em caso de calamidades públicas, a Defesa Civil não resolve? Chamem os milicos.

Desabrigados? Chamem os milicos.

A dengue ataca? Chamem os milicos.

O Carnaval, o Ano Novo ou qualquer festa tem pouca segurança? Chamem os milicos.

Certeza de eleições livres? Chamem os milicos.

Presidentes, primeiros-ministros e visitantes importantes de outros países? Chamem os milicos.

Adicional noturno? Não temos!

Periculosidade? Não temos!

Escalas de 24 por 72 horas? Não temos!

Hora extra, PIS, PASEP? Não temos!

Residência fixa? Não temos!

Certeza de descanso no fim de semana? Não temos!

Salário adequado? Não temos! “Alias, 3º Sgt Ganha menos que Soldado da PM”

Acatar todas as ordens para fazer tudo isso e muito mais, ficando longe de nossas famílias, chama-se respeito à hierarquia.

Aceitar tudo isso porque amamos o que fazemos chama-se disciplina.

Quer conhecer alguém que ama o Brasil acima de tudo? Chame um milico!


2º. ATO

O texto a seguir eu extraí do blog do autor o Cel. Paulo Ricardo Paúl www.celprpaul.blogspot.com.br e dispensa qualquer comentário.

E essa cretinada púrpura ainda vem me falar em comissão da verdade. Verdade? Ah tá,” aham”, senta lá Cláudia!

Um grande abraço a todos e boa leitura,

Raul Avelino.

Meus Caros compatriotas,

Sou casado com a Isolda Médici Crisostomo, sobrinha e afilhada de batismo do ex-Presidente Médici, tanto que, em 1970, ele como Presidente, foi a Bagé e nos honrou com a sua presença para ser nosso padrinho de casamento.

Mas, o que gostaria de repassar aos meus compatriotas, são duas historias verídicas, para ressaltar o caráter ilibado deste ilustre Presidente Militar.

Em uma ocasião, durante seu governo, foi construída uma estrada moderna unindo as cidades de Bagé e Livramento. O Presidente Médici tinha uma fazendola (digo isto porque realmente era muito pequena) herança de seus avós. Acontece que esta fazendola, quando do projeto inicial, não estava no eixo desta estrada moderna. Médici então foi consultado para saber se gostaria se, com um pequeno ajuste, esta viesse nela passar. A reação do Presidente foi imediata, proibiu que se fizesse qualquer alteração no projeto com este objetivo.

Em outra ocasião, sabedor de que haveria um aumento no preço da carne, por repasses de vantagens do Governo, mandou que seu filho Sérgio vendesse logo uma ponta de gado, que já estava pronta, ANTES do aumento, para que não viessem a dizer que ele se beneficiou com o aumento aprovado pelo governo.

Evidentemente que o Presidente Médici não morreu pobre, afinal veio da classe média e nela permaneceu, onde morreu com o mesmíssimo patrimônio que tinha ao chegar à Presidência da República e seus filhos, noras, netos e demais familiares jamais tiraram quaisquer vantagens econômicas durante o mandato do seu parente ilustre.

Este e outros fatos e exemplos nos enchem de orgulho, de ter o PRESIDENTE MÉDICI deixado este legado de honra, civismo e respeito ao Povo Brasileiro.

Pouco depois que cheguei a Berlim, o Presidente Geisel visitou a Alemanha. O Prefeito Stobbe subiu a escada do avião para receber Geisel no alto da escada e desceu com ele do avião. Eu estava embaixo e, dias antes, havia feito a visita habitual ao Prefeito. Quando cumprimentei Geisel, o Prefeito disse para ele, em alemão, mais ao menos isso: “Presidente, o seu Cônsul deve ser muito importante, pois acabou de chegar e já trouxe o Presidente a Berlim!” Geisel sorriu. Uns meses despois a filha dele, Lucy, também esteve em Berlim num programa cultural. Acompanhei-a durante o dia. Perguntei a ela se o pai falava alemão. Respondeu que não mas, talvez tivesse uma vaga noção. Explicou que sua mãe falava alemão, mas que o pai de Geisel era muito rigoroso e no tempo da guerra, como era proibido falar alemão, seu avô (o pai de Geisel) fazia questão que se falasse só português em casa e não ensinou alemão aos filhos.

ASSIM SÃO ESSES “ESTRANHOS MILICOS”!

Falavam-se horrores do Andreazza… que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das empreiteiras, um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que não tinha mais onde guardar dinheiro.

Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Um pouco mais velha do que eu, tinha alguns problemas de saúde. Pois bem: ela era Professora do Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente, ela ia de casa ao trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e eu a caminho do centro do Rio. Meu pai chamava isso de “os três ‘dês’ do milico”: decência, decoro, discrição”.

Primeiro, morreu o Cel. Mário Andreazza. Quando Ministro dos Transportes, foi o responsável pela construção da ponte Rio-Niterói, magnífica obra que teve empréstimo inglês de 2 bilhões de dólares (Sim! Dois bilhões! De dólares!). Por ocasião de sua morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma “vaquinha” para que o corpo pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul, sua terra. Portanto, depois de gerenciar tanta verba pública, muito bem administrada, diga-se de passagem, morreu pobre.

Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy Beckman Geisel. Os seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e discreta. Morreu em acidente de carro na Lagoa Rodrigo de Freitas. Ano passado (2010), foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em 1999, do último Presidente militar. Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para sobreviver dignamente.

Façam suas comparações com os políticos de hoje e comparem o estilo de vida do último presidente brasileiro, de sua mulher, que frequentam o mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais caras butiques, os mais caros cirurgiões plásticos, gastou os mais altos valores do cartão de crédito, que não precisava prestar contas. Nunca fez um trabalho social pelo Brasil. Só o que fez foi viajar com o marido por todos os lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros trabalhadores. Seus filhos enriqueceram da noite para o dia.

Estes é que são os políticos “populares”.

Para quem pensa que essa “casta nojosa” que hoje governa o país espelha honestidade e democracia, procurem nos anais da historia brasileira se algum general, almirante ou brigadeiro saiu rico após os militares terem governado o Brasil. Ao contrário, todos saíram pobres!…

Tirem suas conclusões!…

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3 opiniões sobre “Os “Milicos” em Dois Atos”

  1. 1º ato Se os “milicos” vao para a fronteira,sobem morros,substituem a PM em greve,atuam no lugar da Anvisa,ajudam o IBAMA,constroem estradas,trabalham em catástrofes climáticas,campanhas de vacinaçao,segurança no carnaval,visitas de chefes de estados não estão fazendo nada mais que sua obrigaçao constitucional enquanto forças armadas. Os maiores de 18 anos sao obrigados a prestar serviço militar,permanecer nele,é opçao. Salários e outros adicionais devem ser discutidos com as devidas organizaçoes de classe. Quanto a nao ter residencia fixa,isso é uma obviedade,o militar vai servir onde houver necessidade e,muitas vezes,por opçao dele em busca de melhorias salariais,estudo,etc.
    Ah! Eu amo o Brasil acima de tudo e nao sou milico. Nunca fui.

  2. 2º ato: Imagina se o presidente Médici nao fosse modesto. Em Bagé/RS sua cidade natal foi construído o ginásio poliesportivo que leva seu nome mas é mais conhecido por Militão (aumentativo de Milito,apelido do entao presidente). Esse ginásio é o segundo maior do estado,o que por si só,dá pra se imaginar o quanto foi gasto para construí-lo. E o interessante que o ginásio é da prefeitura municipal. Salta aos olhos que a verba para construçao desse elefante branco (está sendo bem aproveitado de uns anos para cá) tenha vindo do governo federal,já que foi construído em plena era do governo Médici. Há escolas com nome do presidente,usina hidrelétrica em Candiota,que na época pertencia a Bagé, e por aí vai.
    No dia 11/04/12 houve em Bagé/RS o lançamento do livro “Médici – A verdadeira história” escrita pelos coronéis Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzales no Clube Comercial conhecido como o clube da burguesia bageense (e é). Houve no mesmo dia,em frente ao clube,e no mesmo horário do lançamento do livro,uma manifestação de pessoas contrárias aos atos praticados na ditadura especialmente na era Médici. Imagina se naquela época alguém pensasse em tal manifestação seria no mínimo preso e depois viriam torturas,desaparecimento e talvez até morte. Pelo menos hoje sabemos o que acontece em nosso quintal.

    1. Foi com argumento do “companheiro”acima que a esquerda assumiu o poder, isto é; combate a ditadura, assacando contra a moral do militares em nome de uma moralidade socialista….E o que deu? Veja bastou assumirem o poder e roubam descaradamente, assumem posições burguesas e nem ligam para o POVO.

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