O Pastor com um Cego Rebanho

O mais absurdo é o último parágrafo. O pastor realmente tratando um rebanho de forma literal. Qualquer igreja, qualquer religião deveria ser condenada – pela justiça e pela sociedade – por homofobia ou qualquer incitação ao ódio a outro.

Daniel Pinheiro

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MPF quer retratação de Silas Malafaia por comentário homofóbico

Por: Ana Cláudia Barros

Fonte: Terra Magazine || http://terramagazine.terra.com.br

Em: Quinta, 16 de fevereiro de 2012, 16h29 Atualizada às 16h31

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo quer retratação do programa “Vitória em Cristo”, exibido pela Rede Bandeirantes, em razão das declarações do pastor Silas Malafaia, veiculadas na atração em 2 de julho de 2011. A PRDC considerou homofóbicos os comentários do pastor, que defendeu “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gay.

A ação, que também é contra a TV Bandeirantes, foi proposta nesta quinta-feira (16) e tramitará em uma das varas cíveis da Justiça Federal de São Paulo. O caso havia sido denunciado pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) ao Ministério Público Federal, o que motivou a abertura de um inquérito civil público.

De acordo com informações publicadas na página da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, no curso do inquérito, Malafaia explicou que tinha feito uma “crítica severa a determinadas atitudes de determinadas pessoas desse segmento social, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas”. Segundo o argumento apresentado por ele, as expressões “baixar o porrete” ou “entrar de pau” significavam “formular críticas, tomar providências legais”.

Ainda conforme informações divulgadas no site, o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, entendeu que as expressões apresentavam “claro conteúdo homofóbico” e que incitavam a violência contra os homossexuais. Na interpretação dele, as palavras “configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social”.

Segundo a PRDC, durante o inquérito, Malafaia pediu a seus fiéis que enviassem e-mails em sua defesa ao procurador da República responsável pelo caso. Centenas de mensagens eletrônicas e correspondências foram encaminhadas ao gabinete de Jefferson Aparecido Dias, que questionou a iniciativa: “Da mesma forma que seus seguidores atenderam prontamente o seu apelo para o envio de tais e-mails, o que poderá acontecer se eles decidirem, literalmente, ‘entrar de pau’ ou ‘baixar o porrete’ em homossexuais?”.

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3 opiniões sobre “O Pastor com um Cego Rebanho”

  1. O pior que não é uma situação única e isolada tenho acompanhado em jornais, artigos e relatos de pessoas que as manifestações que incitam a intolerância, e até a violência são cada vez mais frequentes seja em cultos, no bar ou até no trabalho. E com certeza a justiça precisa atuar nestas situações, mas somente ela porá fim…será que um dia não sentiremos tanto ódio daquilo que as outras pessoas são?

    1. Quanto mais extremas as opiniões, mais aflora-se o ódio. A matemática é simples e conhecida, reconhecida. Sempre que postamos algo no blog que fala sobre religião, já espero pedradas antes de posições coerentes. Isso dá medo, muito medo…

      1. Há muito que já postamos e debatemos aqui no blog sobre os dois temas e estas postagens sempre são motivadas por algum evento semelhante ao que lamentávelmente vemos agora. Ou seja, o tempo passa, o tempo voa e a intolerância e o ódio injustificado contra isso ou aquilo são recorrentes. E não Kaka, só a justiça e a mão pesada da lei não são suficientes para solucionar este problema secular, esta solução passa necessariamente pela educação e deve começar dentro de casa. Quem, por exemplo, não conhece um sujeito que declara orgulhoso que “tem nojo de veado” ou quem, por exemplo, já não ouviu um amigo dizer na frente dos filhos pequenos que “não gosta de preto”? O ódio, a intolerância e o preconceito nascem dentro de casa e são alimentados nos pequenos desde a mais tenra idade e não há de ser a atuação policial ou a aplicação da lei que irão extinguir tais sentimentos. A coisa é bem mais complexa e cada vez mais preocupante.

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