Liberdade, Abre as Asas sobre…quem? (comentado por Raul Avelino)

LIBERDADE! LIBERDADE! ABRE AS ASAS SOBRE NÓS!

Gremio Recreativo e Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense

 

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

E que a voz da igualdade 

Seja sempre a nossa voz, 

Seja sempre a nossa voz, mas eu digo que vem

Vem, vem reviver comigo amor

O centenário em poesia

Nesta pátria mãe querida

O império decadente, muito rico incoerente

Era fidalguia e por isso que surgem

Surgem os tamborins, vem emoção

A bateria vem, no pique da canção

E a nobreza enfeita o luxo do salão, vem viver

Vem viver o sonho que sonhei

Ao longe faz-se ouvir

Tem verde e branco por aí

Brilhando na Sapucaí e da guerra

Da guerra nunca mais

Esqueceremos do patrono, o duque imortal

A imigração floriu, de cultura o Brasil

A música encanta, e o povo canta assim e da princesa

Pra Isabel a heroína, que assinou a lei divina

Negro dançou, comemorou, o fim da sina

Na noite quinze e reluzente

Com a bravura, finalmente

O Marechal que proclamou foi presidente

Liberdade! Liberdade!

Abre as asas sobre nós

E que a voz da igualdade 

Seja sempre a nossa voz, 

Liberdade!, Liberdade!

Abre as asas sobre nós

E que a voz da igualdade

Seja sempre a nossa voz

 

Amigos Leitores,

Como diria Luiz Melodia “a música é sempre tão nutritiva” e eu complemento, desde que seja boa música.

Assim, lhes trago o samba enredo que foi sucesso no carnaval de 1989 quando a Imperatriz Leopoldinense levou pra avenida a comemoração do centenário da proclamação da República e usou no refrão desse samba o refrão do Hino da Proclamação “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós”.

E por que resolvo agora comentar aqui no DEBATEPRONTO o tema LIBERDADE? Muitas seriam as razões que justificam o tema, porém quero dar sequência nos assuntos debatidos aqui recentemente sem mais entrar na seara da homofobia, esse assunto deixou até os meus amigos gays que geralmente são muito divertidos (ou divertidíssimos, como eles gostam de dizer) extremamente chatos (ou, um porre, no idioma boiolês). Então em tempos que se discute liberação, regulamentação, descriminalização e ou legalização da maconha, do aborto, do lóbi (abrasileirando o termo gringo pra tráfico de influência, ou quase) e outros bichos, nada mais oportuno que discutamos a LIBERDADE.

Os leitores mais assíduos já sabem que dada minha formação militar, eu sempre que posso, já que, hoje embora civil, ainda possuo laços com a caserna, trago à tela alguns textos e informações que melhor ilustram a verdade dos fatos ocorridos nas décadas de 60 e 70 quando se deu ocontragolpe de 64.

Por que contragolpe e não golpe militar como a imprensa insiste em divulgar? Simples, porque a entrada dos militares no conflito se deu depois das ações dos movimentos armados de guerrilheiros e terroristas que pretendiam tomar o poder para implantar aqui uma “democracia” ao estilo da Cubana de Fidel após a derrubada de Raul Fulgêncio.

Logo, estava o Brasil diante de uma tentativa de golpe para tomada do poder por parte dos terroristas e a sociedade apavorada diante de tamanha insegurança já que passaram a ser comuns os atentados a bomba em prédios públicos, quartéis, aeroportos, etc, assim como eram comuns os assaltos a bancos e seqüestros, exigiu que as Forças Armadas cumprissem seu dever constitucional de garantir a lei e a ordem, ocasião em que se deu em 1964 o contragolpe que com sucesso sufocou a tentativa de golpe dos então chamados inimigos da pátria.

A partir daí teve sequência um governo militar que como qualquer outro governo colecionou erros e acertos e que, conforme prometido quando da tomada do poder, depois de 21 anos quando a política internacional já navegava em mares mais tranqüilos, devolveu as rédeas do país aos civis. Hoje é comum vermos os mais velhos dizendo que no tempo dos militares era melhor, não tínhamos isso, tínhamos aquilo, etc e tal e na réplica temos os contrários ao governo militar ponderando que tínhamos isso, mas não podíamos aquilo, hoje temos LIBERDADE!

Muito bem, e qual é o preço da liberdade? Até onde vai a minha liberdade, quando eu me proponho a viver em sociedade? Será mesmo que tudo é permitido em nome da liberdade?

Quero deixar claro aqui que sou contra qualquer tipo de interferência militar no governo, as Forças  Armadas não existem para governar o país, mas sim para defender a Soberania da Nação e garantir a sua governabilidade.

Então, para construir uma linha digamos, histórica e conduzir para um debate saudável sobre  a questão da liberdade é que mais uma vez eu entro nos acontecimentos desta época que a imprensa alcunhou de anos de chumbo e lhes trago para leitura e reflexão um texto muito interessante de autoria de um civil, mas que me foi encaminhado por um amigo Coronel.

Um grande abraço a todos e boa leitura,

Raul Avelino.

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A NOSSA LIBERDADE!

 

Liberdade para quê? Liberdade para quem? Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?

Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26! Fala-se muito em liberdade! Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê? Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia. Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Mas, afinal, onde é que nós vivemos? Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do “microondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê? Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?

Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?

E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem? Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?

Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

PAULO CHAGAS

Águas Claras, Brasília /DF

 

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