Cão Sem Dono?

Estudos demonstram que uma única cadela é capaz de procriar até 67.000 filhotes em seis anos, se consideradas suas descendências e uma gata, considerando também suas descendências, é capaz de trazer ao mundo 420.000 filhotes em sete anos.

O aumento desordenado de espécimes, não tem gerado apenas problemas relacionados com a convivência harmônica entre as espécies, a existência de mais animais além da capacidade de suporte do ambiente, tem trazido malefícios aos animais, que são abandonados como se fossem coisas, porque, primeiro, os há em excesso; em segundo, porque os havendo em excesso, “incomodam”, porque somos intolerantes; terceiro, porque sofrem violências e maus tratos de toda ordem; quarto, porque vivemos em sociedades de valores especistas e antropocêntricos. À primeira ameaça para a saúde ou integridade humana, se lhes condena à morte. E como estariam no último lugar da fila de prioridades, porque são apenas animais, se algo é feito a seu benefício, o é para “proteger os humanos”, embora travestidos em políticas para os animais.

Amine Parucker

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Sem casa e dono, mas com direitos

Publicado em 03/10/2009 | FRANCO CALDAS FUCHS

Fonte: GAZETA DO POVO

O fim do extermínio de bichos saudáveis nos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) e a proteção ao “cão comunitário” (que não tem dono, mas possui laços com moradores de uma região) são as principais medidas estabelecidas por leis ambientais sancionadas em São Paulo (em 2008) e no Rio Grande do Sul (2009). Diante de tais conquistas jurídicas, um grupo de pessoas agora se mobiliza para trazer uma legislação semelhante ao Paraná.

Em Maringá, o publicitário Flávio Mantovani promove um abaixo-assinado virtual a favor da causa. No blog “eugostodecachorro”, mais de 200 pessoas já assinalaram seu apoio. Segundo o publicitário, há muitos cães recolhidos pelos CCZs que são saudáveis e mesmo assim são sacrificados, sob a alegação de que não há espaço nem condições de abrigá-los por muito tempo. “Se tivéssemos uma nova lei, os cães recolhidos só poderiam ser mortos se estivessem sofrendo muito”. Mas para evitar uma provável superlotação dos CCZs, ele lembra que seria preciso ampliar os canis públicos e criar campanhas em prol da esterilização e da adoção dos animais.

Mesmo sem carrocinha sacrifício ainda acontece

“Ao contrário do que alguns pensam, as práticas dos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) do país mudaram bastante”, afirma Juliano Ribeiro, diretor do CCZ de Curitiba. Ele conta que a carrocinha existiu na capital paranaense até 2005, recolhendo todos os cães que estivessem nas ruas.

Os animais permaneciam no CCZ por até três dias. Caso não fossem resgatados por seus donos, todos eram mortos em uma câmara de gás. “No passado, a Organização Mundial da Saúde recomendava o extermínio para fazer o controle da raiva. Até se perceber que isso era ineficaz, pois a população de cães não diminuía e a raiva ainda era transmitida pelos morcegos”, diz.

Desde então, novos métodos foram estabelecidos. A coleta de cães agora visa os animais doentes, os que são considerados agressivos e os que causam algum transtorno à população. Trazidos ao CCZ, esses bichos ficam dez dias sob observação, período em que são feitos exames e avaliações comportamentais.

Após isso, os cães dóceis e saudáveis são castrados e destinados à adoção, enquanto os demais são sacrificados individualmente, com injeções letais. Sobre esses procedimentos, porém, a veterinária Marilda Fonseca, responsável pelo CCZ de Maringá, reconhece que, eventualmente, cães saudáveis que passam muito tempo sem serem adotados são de fato mortos, para evitar a superlotação.

Atualmente, o CCZ de Curitiba tem cerca de 20 animais liberados para doação e outros 20 que estão no período de observação, informa Ribeiro. O número de animais “eutanasiados” fica entre 15 e 20 por mês, média semelhante a do CCZ de Maringá, de acordo com a veterinária Marilda.

Sem conhecer a iniciativa de Mantovani, em Curitiba, a diretora da ONG SOS Bicho, Rosana Gnipper, também luta para que o Paraná ofereça mais direitos aos animais abandonados. Ela inclusive repassou suas ideias ao deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que se comprometeu a levar, em breve, um projeto de lei à Câmara dos Depu­tados.

Para a diretora do SOS Bicho, é questionável a prática da eutanásia até em animais doentes e considerados violentos. “Será que alguns bichos, com algum tratamento, não poderiam mesmo conviver com as pessoas?”, pergunta. “E quando o bicho está doente, é certo recolhê-lo e matá-lo? O que alguém de baixa renda pode fazer quando o seu animal adoece, se não existe um serviço veterinário público?” Perguntas difíceis de responder.

Próxima edição

As ONGs que buscam lar para animais abandonados e saiba como adotar.

Onde adotar

Em Curitiba – Para adotar, gratuitamente, um animal do Centro de Controle do Zoonoses (CCZ) da capital basta ir até o local e apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Todos os animais são castrados e registrados pelo CCZ. Endereço: Rua Lodovico Kaminski s/nº, CIC. Tel: (41) 3314-5210

No país – Pelo site www.queroumbicho.com.br é possível encontrar cães, gatos e outros bichos disponíveis para adoção em diversos Centros de Controle de Zoonoses do Brasil

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