Bullying (Desafio Debatepronto) por Amarildo Esteves

E não é que esse tal de Raul tem razão? O fenômeno chamado bullying é mais velho do que se imagina, porém, em tempos atuais ressurge com uma nova nomenclatura para assim formar uma discussão para saber quem errou. Os pais erraram? a escola falhou? o Estado se omitiu?
Ainda hoje,assistindo a um noticíario de uma afiliada da TV Mirante (do Bigode) aqui no Maranhão, a Secretária de Educação foi mostrada junto a um grupo de crianças que, ou foram vítimas ou protagonistas de discriminação, violência moral ou física, ou outro tipo de constrangimento. Essa reunião tinha por objetivo fazer com que os “algozes” se redimissem de seus erros e os que “vitimados” perdoassem aqueles que o ofenderam (e não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém!).

Moro há 4 anos neste estado e sei que há questoes muito mais importantes a se resolver principalmente em termos educacionais do que juntar crianças de 12 a 14 anos para discutir briguinhas de colégio que foram colocadas num patamar maior de importancia – que não tem – desde a chacina de Realengo.
Levando para o terreno adulto: e no trabalho e na faculdade? isso nao acontece? acontece,só que com outros nomes. Aí o cara chama o colega de pudim de cachaça, tem a coleguinha – aquela – que não deixa ninguém na mão e tem lá seu apelidinho também. Na universidade, então, rola de tudo: o garanhão – bom esse aí todo homem quer ser embora muitos não tenham competência para tal – a gostosinha que desfila de saia a la “moça Uniban” e por aí vai. Sobre o professor. Ah! esse pobre coitado. O tal de bullying se disfarça de mil e uma maneiras mas cai em tudo aquilo que já sabíamos. Onde falta educação sobra desinformação, mau caratismo, violência e tudo o que não presta.
Atrelar ataques de assassinos chacinadores ao tal de bullying já é demais.
Pela mesma linha de raciocínio, aquele rapaz filho daquela atriz famosa que morreu atropelado em um túnel interditado no Rio. Essa história só teve uma versão. É claro que nao poderiam estar transitando carros num local interditado. Mas o que leva alguém a andar de skate a 1 da manha dentro de um túnel em dia útil? Que eu saiba,as pessoas que trabalham, geralmente a esta hora já estão dormindo,com exceção dos guardas noturnos, o que não era o caso da vítima.
Muitos assuntos são “aburguesados” e assim cria-se o tal de bullying e ONGS (que ate hoje não entendi, porque sendo não governamentais se recebem recursos do Estado) geralmente criadas por mães que perderam filhos em acidente de trânsito (depois de encherem a cara e se arrebentarem nos postes da vida).
Tem muita coisa errada. Inclusive o nome que querem dar a práticas antigas como estas que ocorem em escolas a despeito de livrar a pele dos pais/responsáveis ou  das instituições educacionais e do Estado.
Culpado todo mundo é.
Ninguém admite.
Enquanto isso…

Amarildo Esteves

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Uma opinião sobre “Bullying (Desafio Debatepronto) por Amarildo Esteves”

  1. Eu sofri “bullying” quando era criança assim como vários outros colegas, era constante a troca de apelidos e isso dura até hoje e eu estou no 3º ano da faculdade. Fui chamada de Betina Gelatina desde a pré escola até o terceiro ano do ensino médio, passando pela fase em que era chamada de gorda, baixinha, dentuça, quatro olho, praticamente uma Mônica do Mauricio de Souza (que aliás, é a personagem de desenho que mais sofre bullying, o que não impede de ser a líder da turminha).
    Acredito que existem casos extremos que devem ser tratados de forma especial. Qualquer pessoa que vive em uma escola e tenha um pouco de sensibilidade, identifica quem pratica e quem sofre bullying e se isso gera problemas. Agora, tratar como um caso de saúde pública como está sendo feito é um exagero sem medida. Isso é que acaba gerando traumas, mais do que as brincadeiras infantis.

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