Bullying (Desafio Debatepronto) por Raul Avelino

PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER…

… MAS, NÃO SEM ANTES BAIXAR O SARRAFO!

Amigos Leitores,

Perdoem-me, mas algumas coisas realmente me tiram do prumo a ponto de eu perder a fidalguia no trato e uso dos vocábulos, o “estrangeirismo” é uma delas, conforme os senhores poderão constatar a seguir.

BULLYING É O CACETE!!!!

Se a figura jurídica pra classificar a, digamos assim, a “pressão” exercida no ambiente de trabalho por um superior hierárquico à um subordinado é ASSÉDIO, moral ou sexual, porque diabos não se arruma uma expressão tipicamente nacional pra classificar esta também, “pressão” sofrida na escola ou no meio social em geral?

Temos uma língua, um idioma nacional muito mais belo e rico, mas insistimos nesta babaquice de adotar termos da língua inglesa pra quase tudo, é bullying prá cá, CEO pra lá, MBA pra acolá, que inferno!!!!

Sou patriota mesmo e nacionalista na medida da razão e quem não gostar e achar que pode que caia dentro! BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

E por falar em razão vamos ao desafio DEBATEPRONTO em comemoração ao acesso 50 mil, o tal BULIM, sim sou uma pessoa prática, então já que é pra falar disso e este é o termo vamos pelo menos abrasileirar essa merda, assim o Daniel não precisa ficar queimando a pestana pra saber se introduz ou não e aonde, o tal do “i” e o tal sufixo “ïng”.

Primeiramente aceitemos de forma definitiva que uma tragédia como a da escola no Rio de Janeiro que vitimou tantas crianças e adolescentes  inocentes não tem explicação. Um maluco que não sabia se era veado ou não, não sabia se era cristão, muçulmano, crente ou macumbeiro, que não comia ninguém e ao que parece não era comido se encheu o saco dessa vidinha de merda que levava e em vez de procurar ajuda profissional (qual delas eu deixo a encargo da imaginação do leitor)  ou simplesmente meter uma bala na cabeça, resolveu covardemente entrar pra história fazendo o que fez. Não existem culpados além do maluco, não existem responsáveis e não existem medidas preventivas que possam ser adotadas contra este tipo de coisa e ouvir especialistas disso e daquilo em cadeia nacional é inócuo. Um ninguém, como existem milhões de ninguéns no mundo, saiu da casinha e fez o que fez e pronto. Simples assim e ficar explorando isso é crueldade com a familia das vitimas, assim como é temerário ficar dando visibilidade a quem comete este tipo de atrocidade e tentar justificar uma sandice destas, beira também a sandice, pois assim como este doido existem muitos outros doidos que ainda não tinham tido essa idéia, mas que agora passaram a ver a possibilidade de repetir o feito como um negócio bastante interessante.

Certamente virão os teóricos de todo o tipo me dizer que se a escola tivesse uma estrutura que permitisse lá atrás averiguar que o assassino em questão era uma criança problemática e se o estado lhe tivesse provido o atendimento adequado e se ele tivesse sido tratado e se , e se, e se… Bem, amigos, lhes digo uma coisa, lá em casa tem um pé de se e um pé de quase e nenhum dos dois nunca deu fruto algum!

Acorda Alice! Aqui nesse país ainda tem criança morrendo de barriga d’água! E digo-lhes mais, se dinheiro e estrutura pra detectar e tratar maluco assassino em potencial funcionasse, os EUA não seria líder absoluto neste tipo de ocorrência. “SHIT HAPPENS”!

Agora o bulim, como os senhores podem ver, eu não concordo que o tal bulim tenha sido o responsável pelo que aconteceu àquelas crianças no Rio de Janeiro, foi coisa de maluco mesmo. Vai daí que eu concordo com o Bruno e com o Daniel e acrescento que valentões e covardes nascem a partir da educação que recebem em casa, portanto papai e mamãe (huuummm… idéias…rararara) se seu filhinho ou filhinha é um bunda mole a culpa é de vocês que não souberam ensinar-lhe a se adaptar a um mundo extremamente competitivo como o nosso e não queiram responsabilizar terceiros pelos seus erros. E quanto a vocês paizão e mãezona se o babaca do seu filho é metido a valentão a culpa também é de vocês que não tiveram competência pra lhe ensinar a pratica da tolerância e o respeito às diversidades sejam elas quais forem.

Em ambos os casos estamos diante de  um problema simples de super proteção e falta de educação, aquela que trazemos do berço e nos impede de desrespeitar autoridades legitimamente estabelecidas, leia-se, professores, inspetores da escola, policiais e afins, os mais velhos, o próximo, os mais fracos, os menos favorecidos e as diferenças em geral.

Quem nunca teve um apelido na escola? Quem nunca teve na turma uma amigo que atendia pela alcunha de Pelé, de Cabeção, de Rolha de Poço, de Magricela, e por aí vai? E quantos de vocês sabem de um destes colegas que tenha se transformado num maluco? É como disse o Daniel, alguns se deram muito bem e outros nem tanto, questão de competência, esforço, oportunidade e até sorte, mas bulim? Ah façam-me o favor senhores especialistas… Aliás, quem da nossa geração, eu to com 43, usou capacete, joelheira e armadura pra andar de bicicleta e quem dos senhores morreu por conta dos muitos tombos que tomou? Alguém pode não ter entendido a colocação, mas existe uma relação muito estreita entre os assuntos.

Entrando no campo das experiências pessoais, a exemplo do que já fizeram o Bruno e o Daniel, pra quem não me conhece, sou um sujeito grande 1,84 de altura e 105 kg, como era grande o meu pai e o são os meus irmãos e o meu filho. Nem por isso fomos educados a prevalecermo-nos desta vantagem, que já me acompanhava nos tempos de escola, para obter qualquer tipo de vantagem, muito pelo contrario, meu pai sempre me ensinou a lutar com dignidade pelos meus direitos, a defender os mais fracos a combater as injustiças e a sempre tratar todos com o mesmo respeito que eu gostaria de ser tratado, ensinamentos estes que eu transferi ao meu filho que aos 18 anos hoje é um fuzileiro de infantaria do exército e está quase maior do que eu e todas as vezes que eu fui chamado no colégio pra tratar de alguma indisciplina dele, estas sempre estavam relacionadas a pequenas molecagens que nunca envolveram desrespeito a professores ou colegas e as poucas vezes em que uma briga foi a razão deste chamado é porque ele saiu na mão com algum valentão  que passou dos limites com ele ou com algum colega que tinha dificuldade em se defender e mesmo assim eu o repreendi, porque assim como eu aprendi, eu também ensinei que a violência é como dizemos em Direito “a última ratio”, ou seja, o último recurso.

Portanto, quando eu falo de responsabilidade dos pais, o faço com a propriedade de quem tem dois filhos já criados (18 e 20 anos) e que assim como qualquer pai cometeu erros e acertos, excessos e faltas na educação dos filhos, passei por períodos de intranqüilidade e inseguranças, e tive dúvidas sobre qual seria a melhor medida a se adotar nesta ou naquela situação, mas nunca em nenhum momento, vacilei em priorizar o coletivo em detrimento da individualidade. O que eu quero dizer é que nunca passei pros meus filhos a idéia de que os seus anseios, direitos e aspirações vem à frete dos interesses coletivos, afinal é pra essa sociedade que nós os estamos preparando e quando permitimos que, por insegurança ou comodismo, uma criança acredite que é o centro do universo, estamos criando um pequeno monstro, ou quando permitimos que uma criança cresça duvidando de si mesma e das suas capacidades, inclusive da de se defender, criamos uma vítima de si mesmo e ao nos depararmos com o fruto mal formado que lançamos no mundo, nos é difícil admitir os próprios erros e então nos é muito mais cômodo encontrarmos “fenômenos”como o bulim pra justificarmos nossa própria incompetência. Havemos, evidentemente, de excluir desta linha de raciocínio as questões relacionadas á índole de cada um, que na minha humilde e leiga opinião é inerente à pessoa e assim sendo, quando é ruim, cedo ou tarde se manifesta de forma negativa à despeito da educação e dos valores que tenha recebido.

Mais adiante irei escrever sobre racismo e homofobia, assuntos que também estão em alta no momento depois da participação desastrosa do Jair Bolsonaro no CQC e da vergonheira da torcida do Cruzeiro contra o jogador de vôlei de sexualidade alternativa.

Um grande abraço a todos,

Raul Avelino.

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2 opiniões sobre “Bullying (Desafio Debatepronto) por Raul Avelino”

  1. E nao é que esse tal de Raul tem razao? O fenomeno chamado bullying é mais velho do que se imagina,porém,em tempos atuais ressurge com uma nova nomenclatura para assim formar uma discussao para saber quem errou. Os pais erraram? a escola falhou? o estado se omitiu?
    Ainda hoje,assistindo a um noticíario de uma afiliada da TV Mirante (do Bigode) aqui no Maranhão,a Secretária de Educaçao foi mostrada junto a um grupo de crianças que, ou foram vitimas ou protagonistas de discriminacao,violencia moral ou física ou outro tipo de constrangimento. Essa reuniao tinha por objetivo fazer com que os “algozes” se redimissem de seus erros e os que “vitimados” perdoassem aqueles que o ofenderam (e nao nos deixei cair em tentacao,mas livrai-nos do mal. Amén). Moro há 4 anos neste estado e sei que há questoes muito mais importantes a se resolver principalmente em termos educacionais do que juntar crianças de 12 a 14 anos para discutir briguinhas de colegio que foram colocadas num patamar maior de importancia – que nao tem – desde a chacina de Realengo.
    Levando para o terreno adulto: e no trabalho e na faculdade? isso nao acontece? acontece,só que com outros nomes. Aí o cara chama o colega de pudim de cachaça,tem a coleguinha – aquela – que nao deixa ninguem na mao e tem lá seu apelidinho também. Na universidade entao,rola de tudo: o garanhao – bom esse aí todo homem quer ser embora muitos nao tenham competencia para tal – a gostosinha que desfila de saia ala “moça Uniban” e por aí vai. Sobre o professor. Ah! esse pobre coitado. O tal de bullying se disfarça de mil e uma maneiras mas cai em tudo aquilo que já sabíamos. Onde falta educação sobra desinformaçao,mau caratismo,violencia e tudo o que nao presta.
    Atrelar ataques de assassinos chacinadores ao tal de bullying já é demais.
    Pela mesma linha de raciocinio, aquele rapaz filho daquela atriz famosa que morreu atropelado em um tunel interditado no Rio. Essa história só teve uma versao. É claro que nao poderiam estar transitando carros num local interditado. Mas o que leva alguem a andar de skate a 1 da manha dentro de um túnel em dia útil? Que eu saiba,as pessoas que trabalham,geralmente a esta hora já estao dormindo,com exceçao dos guardas noturnos,o que nao era o caso da vítima.
    Muitos assuntos sao “aburguesados” e assim cria-se o tal de bullying e ONGS (que ate hoje nao entendi,porque sendo nao governamentais se recebem recursos do estado) geralmente criadas por maes que perderam filhos em acidente de transito (depois de encherem a cara e se arrebentarem nos postes da vida).
    Tem muita coisa errada. Inclusive o nome que querem dar a práticas antigas como estas que ocorem em escolas a despeito de livrar a pele dos pais/responsaveis ou das instituiçoes educacionais e do estado.
    Culpado todo mundo é.
    Ninguém admite.
    Enquanto isso…

  2. Ah! Esqueci de uma coisa. Acho que bullying,nordestinamente falando,vem do verbo bulir que significa implicar com alguem,provocar,caçoar,mangar. É a mesma coisa que fazem nas escolas. Nao é nao?

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