Bullying (Desafio Debatepronto) Por Daniel Pinheiro

A maior dificuldade de começar um texto, e conseguir um começo que não seja nem melhor nem pior que o seu fim. E como fazer isto quando não se sabe qual será o fim? Sim, eu não sei onde chegarei – e de que forma -, mas espero fazê-lo de forma digna. e começo, por assim dizer, apenas relatando isto para não ser apedrejado com o que certamente será um triste fim para este assunto: bullying, ou simplesmente bullyng (o meu parco conhecimento de língua inglesa não me permitiu uma conclusão sensata sobre o uso do “i” ou não, mas para efeitos (i)morais – desculpem o trocadilho – preferi deixá-lo neste desafio, a fim de enfatizar a ação (sufixo “ing” deve, ainda, significar ação). Mas, tendencioso a acreditar que a falta do “i” em alguns lugares é mero descuido, continuarei minha explanação como de praxer, recorrendo ao Wikipedia.

Abaixo, alguns trechos sobre o assunto que acho interessante para o meu argumento. Se quiserem, e devem, acessem a Wikipedia e pesquisem mais sobre o assunto. É interessante até onde vai.

=========================================================WIKIPEDIA

Assédio escolar, comumente referido pelo anglicismo bullying, é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma.

Devido ao fato de ser um fenômeno que só recentemente ganhou mais atenção, o assédio escolar ainda não possui um termo específico consensual, sendo o termo em inglês bullying constantemente utilizado pela mídia de língua portuguesa. Existem entretanto alternativas como acossamento, ameaça, assédio, intimidação, além dos mais informais judiar e implicar, além de diversos outros termos utilizado pelos próprios estudantes em diversas regiões.

“Acossamento”, ou “intimidação” ou entre falantes de língua inglesa bullying é um termo frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco – que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) – Dan Olweus define assédio escolar em três termos essenciais:

a)      o comportamento é agressivo e negativo;

b)      o comportamento é executado repetidamente;

c)       o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido por meio de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:

a)      espalhar comentários;

b)      recusa em se socializar com a vítima;

c)       intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;

d)      ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).

O assédio escolar pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.  É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:

“Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta”.

Tipos de Assédio Escolar

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:

a)      Insultar a vítima;

b)      Acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;

c)       Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.

d)      Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.

e)      Espalhar rumores negativos sobre a vítima;

f)       Depreciar a vítima sem qualquer motivo;

g)      Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;

h)      Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;

i)        Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;

j)        Isolamento social da vítima; Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);

k)      Chantagem.

l)        Expressões ameaçadoras;

m)    Grafitagem depreciativa;

n)      Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma “vítima perfeita”).

  • o)      Fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

Cyberbullying

O cyberbullying tem sido definido como “quando a Internet, telefones celulares ou outros dispositivos são utilizados para enviar textos ou imagens com a intenção de ferir ou constranger outra pessoa”. Outros pesquisadores utilizam uma linguagem semelhante para descrever o fenômeno.

O cyberbullying pode ser tão simples como continuar a enviar e-mail para alguém que já disse que não querem mais contato com o remetente, ou então pode incluir também ameaças, comentários sexuais, rótulos pejorativos, discurso de ódio, tornar as vítimas alvo de ridicularização em fóruns ou postar declarações falsas com o objetivo de humilhar.

Os cyberbullies podem divulgar os dados pessoais das vítimas (como nome, endereço ou o local de trabalho ou de estudo, por exemplo) em sites ou fóruns, ou publicar material em seu nome que o difame ou ridicularize-o. Alguns cyberbullies também podem enviar e-mails e mensagens instantâneas ameaçando e assediando as vítimas, postar rumores e boatos e instigar os outros para cima da vítima.

(WIKIPEDIA, 2011)

=========================================================WIKIPEDIA

Sim, caros e caras. Utilizei todo este espaço simplesmente, para ao final, cometer uma espécie de “bullying” contra a minha própria fonte. Acho simplesmente ABSURDO se tratar deste assunto simplesmente pela rotulagem de um fenômeno histórica e socialmente conhecido e reconhecido. Quando aqui neste mesmo blog escrevi sobre sociopatas, talvez tenho deixado mais claro o que penso de onde chegamos em nossa sociedade. Somos tão hipócritas que, para reconhecer e aceitar nossos próprios erros ou nossa ausência como família ou como provedores de um ambiente saudável em nossa própria sociedade, classificamos um fenômeno social absolutamente natural – quero dizer, inerente a convivência – como algo mais negativo que o fato em si. Resumindo: é mais fácil justificar o bullying, e colocá-lo como doença social, do que simplesmente rever a nossa ética de convivência, ou melhor, ensinar nossos filhos sobre respeito e coragem.

Não quero dizer, absolutamente, que sou a favor da violência. Ao contrário. Nunca aprendi a dar um soco. No máximo, aprendi a argumentar – algo que, sei, muitas vezes o fiz bem e ganhei muito mais com isso. Já fui jogado em lixeira e tive meu tênis roubado por colegas, que o jogaram em cima de uma árvore. Hoje sou professor, em processo de doutoramente. Hoje alguns deles são homens de negócios, outros professores, e outros fracassados. E daí? A história de um homem se faz da construção de seu caráter, e é saudável que, numa convivência com pares, se aprenda sobre caráter. Apanhar – e aprender com isso – faz parte o processo. Entender sobre fracos e fortes, também. Pais que escondem seus filhos numa redoma de medo em relação ao mundo só pioram o individualismo – e, acredito – só os tornam futuros sociopatas.

Quando o Bruno Lima contou sua história e encerrou em tom de provocação, pensei comigo mesmo: consegui! Sim, ao ler e reler seu texto, lembrei de mim. Que nunca esteve do mesmo lado que ele, nem viveu a infância como ele, mas que também aprendeu certos valores que fizeram com que pudéssemos superar a história e continuar a viver.

Engraçado, que em Natal, na infância, aprendi o verbo “bulir” que pode significar mexer (“menino, não bula nisso aí não que vai quebrar”), ou até outras coisas (“seu cabra safado, você buliu com minha filha e agora vai ter que casar”). Seja qual for o significado, deve ter uma origem anglicista, assim como teve o Forró (for all). Ou não. Mas o que importa?

Tire suas próprias conclusões, e deixe seu filho brincar. No máximo, escolha ambientes saudáveis – e ensine-o a ludar com a vitória e com a derrota. Ou não. A vida é sua, apenas seja feliz!

Provocativo? Talvez.

Daniel Pinheiro

P.S.: Quem não tem colírio, usa  óculos escuros, minha vó já me dizia… (Raul Seixas)

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