Tempo Quente no Oriente Médio (por Raul Avelino)

Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô

Atravessamos o deserto do Saara

O Sol estava quente, queimou a nossa cara

Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô…

Viemos do Egito

E muitas vezes nós tivemos que rezar

Allah, Allah, Allah, meu bom Allah

Mande água pro iôiô

Mande água pra iáiá

Allah, meu bom Allah,

—————————————

Amigos Leitores,

Peço licença a  Haroldo Lobo e tomo por empréstimo os versos de sua gostosa marchinha de Carnaval,  para ilustrar a chapa quente, o tempo fechado e o bicho pegando no Oriente Médio. O ditador maluco que pensava que era eterno, Muammar Gaddafi tá, como se diz lá no interior, com o rabo na cerca!

Os rebeldes tomaram as principais cidades do leste da Líbia inclusive a segunda e terceira maiores cidades daquele país.

O ditador está cercado em Trípoli e contratando mercenários africanos pra tentar segurar a onda.

Bem, até aqui nenhuma novidade, qualquer um que assiste Jornal Nacional ou outros noticiariozinhos (bem zinhos) que tais tá sabendo disso tudo que eu escrevi aí.

O fato é que eu apenas faço este intróito pra situar minha linha de raciocínio que irá balizar a construção do texto a seguir.

Lendo a opinião do Juliano Cortinhas  “Além da Democracia nos Países Árabes” na edição de hoje da Gazeta do Povo, me chamou atenção alguns questionamentos e conclusões que ele apresenta e que me conduziram a outras, daí a motivação de postar aqui este texto de autoria própria.

Dentre os questionamentos que mais me chamaram a atenção transcrevo o seguinte – Os movimentos que hoje observamos têm direta relação com a crise internacional que se instalou em 2008. São originados por insatisfações econômicas e, somente a partir daí, ganharam as ruas e passaram a ter o apelo da “transição democrática”. A origem da queda dessas ditaduras não está somente na ânsia por liberdade, mas, principalmente, na preocupação das populações com suas necessidades mais básicas. Assim, uma questão que surge dessa observação refere-se à passividade de uma população diante da opressão de uma ditadura, desde que o regime apresente relativo sucesso econômico. As transições que observamos são decorrentes de um interesse coletivo pela democracia ou de uma série de interesses econômicos individuais somados em um momento de crise?

Ora, porque é que não pensamos nisso antes? Não lhes parece óbvio que muito pouco interesse tem um povo ignorante  na liberdade de expressão desde que tenha comida na mesa? Daí que o articulista observa muito bem que a força da ditadura militar no Brasil só passou a diminuir na década de 80 depois da crise de 70.

Então somando 2+2 temos que questões ideológicas e mais profundas como liberdade, democracia e maior participação popular nas no governo e blá, blá, blá são apenas o ingrediente romântico acrescentado para dar mais brilho nos movimentos revolucionários onde o que sempre importou mesmo foi GRANA!!!

Senão vejamos a situação do mundo árabe atual, enquanto ditadores que se impuseram pela força mas não mantiveram a economia em alta estão caindo vítimas de um efeito dominó, os reis igualmente ditadores de países ricos na mesma região nem de longe estão sendo ameaçados.

Voltando agora ao Ocidente, entendemos claramente o despencar da popularidade de Obama que até agora não conseguiu engrenar a economia Yankee e descendo mais ao sul do equador nos deparamos com as terras de Vera Cruz. Por aqui o Imperador Lullas III criativamente alcunhado pelo nosso colaborador Paulo Rink, chegou aos oitenta e tantos por cento de popularidade promovendo um crescimento econômico sem lastro e que agora cobra seu preço desafiando a capacidade de sua sucessora Dlimetamorfose.

Lá no Oriente Médio, a fome bateu e os caras fizeram uso da tecnologia pra se organizar e com uma facilidade e rapidez incrível trataram de botar a boca no trombone e correr com a bandidagem dos palácios e a chapa ta fervendo como nunca antes na história daqueles países.

Agora vamos ligar os pontos, se a tal democracia na verdade não tem essa importância toda e o que sustenta governos ditadores, ou não, no poder é a estabilidade econômica e por aqui brisas de uma crise econômica começam a soprar cada vez mais forte, isso não seria prenuncio de mudanças?

Daqui a pouco essa brisa vira um ventinho, que pra derrubar o barraco de lona preta que sustenta essa caterva aí no poder, não precisa muito e o calor de lá começa a fazer um mormaço cá e… eu não sei não hein?

Que tal usarmos as redes sociais pra agendar umas reuniões em praça pública?

Um grande abraço a todos,

Raul Avelino.

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