O Turista

O turista.

Paulo Rink

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Lula ficou mais de um ano do mandato longe do Brasil

Amanda Costa

Do Contas Abertas

Durante oito anos à frente da Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou viagens sob o argumento de tornar mais conhecido o nome do Brasil. Os esforços deram resultado, tanto que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a dizer, no ano passado, que Lula era o político mais popular do mundo. Popularidade que o presidente conquistou viajando pelo mundo afora. Ao longo de oito anos de mandato, Lula passou um ano, três meses e 15 dias longe do Brasil, em viagens oficiais a diversos países, exatamente, 470 dias.

Talvez embalado pela compra do Airbus A319 CJ, o “aerolula”, em 2005, o presidente deixará o posto de chefe da nação com a marca de o presidente que mais fez viagens internacionais. O antecessor, Fernando Henrique Cardoso, esteve fora do país por 347 dias, ou seja, quase um ano.

Neste ano, Lula passou 50 dias no exterior, um dos menores dígitos registrados ao longo de oito anos. A abertura da agenda internacional em 2010 foi em Cancún, no México, onde Lula jantou com o presidente Felipe Calderón, em 21 de fevereiro. Logo depois, participou da cerimônia de abertura da XXI Cúpula do Grupo do Rio e da II Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC). De lá, Lula embarcou para Havana, em Cuba, onde se encontrou com Fidel Castro e participou da cerimônia de encerramento do grupo de trabalho Brasil-Cuba para Assuntos Econômicos e Comerciais.

Aproveitando a proximidade, o presidente foi a Porto Príncipe, no Haiti, e sobrevoou de helicóptero a cidade. Lula cumpriu agenda oficial ao participar da cerimônia de formatura das tropas brasileiras da Minustah, a missão de paz naquele país. O presidente também passou por San Salvador, em El Savador, e jantou com o presidente Maurício Funes. A expedição para a América Central e Caribe acabou em 26 de fevereiro, com a chegada de Lula no Brasil no dia seguinte, ao fim dos compromissos oficiais (veja aqui detalhes da viagem).

Já em março, após 15 horas de voo, Lula chegou a Tel Aviv, em Israel. Com o ato, se tornou o primeiro presidente brasileiro a visitar o oriente médio. Lula também visitou a Palestina e a Jordânia. Em maio, esteve na Ásia e na Europa, passando pela Rússia, Catar, Irã, Espanha e Portugal. E, em novembro, foi a Moçambique e Coreia do Sul, com tempo de voo estimado em 25h30 na volta para o Brasil, incluindo as paradas para abastecer o avião.

A maior incidência de viagens internacionais da era Lula ocorreu no ano passado, quando o presidente esteve o equivalente a três meses longe do Brasil (91 dias). Em 2008, foram 75. Em 2007, Lula viajou o equivalente a 61 dias. No ano de 2006, quando disputava a reeleição, o presidente esteve fora do país apenas durante 34 dias, a menor marca registrada da era Lula. Em 2005, foram 52 dias. Já em 2004, 40. No primeiro ano do mandato do presidente foram contabilizados 67 dias no exterior. A média anual de dias longe do Brasil do presidente Lula é de 59. Já a média de viagens ao exterior de FHC é bem próxima, chega a 20 dias por ano.

No último mês, ao discursar na posse da nova diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Lula aconselhou a entidade a procurar a presidente eleita Dilma Rousseff para, juntos, definirem um calendário de viagens pelo mundo afora para vender os produtos brasileiros. “Não existe outra hipótese de a gente ganhar competitividade se a gente ficar aqui esperando”, disse. Ou seja, novas viagens estão por vir.

Confira aqui as viagens internacionais do presidente Lula.

Aerolula

O avião presidencial foi comprado em janeiro de 2005 por cerca de R$ 98 milhões. O Airbus A319 CJ tem capacidade de comportar 55 passageiros e já aterrissou em boa parcela dos países do globo terrestre. O avião presidencial anterior havia sido adquirido pelo ex-presidente José Sarney, em 1986. Agora, o governo já anunciou a intenção de comprar um avião maior, o “aerodilma”.

 

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2 opiniões sobre “O Turista”

  1. Caro Sr.
    Seu comentário, crítico, carece de contextualização… como lí nos relatórios contidos no link indicado, essas viagens todas não foram “turísticas” que o tom do post sugere, mas de trabalho, encontros com líderes de outros países e reuniões.
    Este aumento de viagens não seria um indicativo de que o Brasil tem aumentado sua presença e importância internacional?

  2. Caro Rogério,
    Concordo com sua observação. Acho que o presidente Lula teve um papel fundamental em suas viagens, em relação à posição do país, e não apenas em sua posição pessoal. E espero, confesso, que se vier um aerodilma, que tenha os mesmos propósitos. Afinal, “nunca antes na história deste país” estivemos em uma posição internacional tão boa. Falta-nos ainda mais reconhecimento interno, acredito. Os brasileiros precisam se orgulhar mais de serem brasileiros, e se ajudarem mais. Sei lá?!
    Obrigado.
    Daniel Pinheiro

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