Será que ainda dá tempo de salvar o país?

Amigos Leitores,

Ao longo do ano passado e no início desse ano eu postei aqui no blog uma série de textos, pesquisas e relatos de fatos históricos com os quais eu pretendi trazer aos senhores uma versão diferente das versões distorcidas sobre os acontecimentos políticos das décadas de 60 e 70 que nos empurraram goela abaixo, transformando ladrões, assassinos e terroristas em vítimas. Vítimas essas que hoje recebem polpudas e imorais indenizações pagas por nós. Agora, além disso, esses cidadãos estão muito próximos de lograr êxito em seu intento de se perpetuar no poder. Comenta-se a boca pequena que a Dilma não será candidata à reeleição, em seu lugar quem se candidatará, caso ainda hajam eleições diretas até lá, seria o Lula que viria, ele sim com projeto de se eleger e se reeleger e assim ficar no poder por mais oito anos que somados aos oito que já ficou mais os quatro da Dilma totalizariam 20 anos do PT no poder!

Então, já que estamos na iminência de passar tanto tempo sendo governados por esse partido, achei prudente postar aqui este texto da Lúcia Hipólito que de maneira bem simples e direta traz um resumo da história do PT, de forma que possamos ser, melhor apresentados a tão “nobre” partido.

Um grande abraço a todos e boa leitura,

Raul Avelino.

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O futuro do PT

Por Lucia Hipollito

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.  Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.  Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT… Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.  Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.  O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.  O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.  O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.  Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.  E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.  A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um  grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.  Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.  Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.  E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.  Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.  Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.  Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.  Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente. É o triunfo da pelegada.

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Uma opinião sobre “Será que ainda dá tempo de salvar o país?”

  1. Estamos as vesperas das eleiçôes majoritárias, assistimos uma campanha politica que demonstra bem o estágio de deterioração moral e ética, pois caracteriza nossos dias: deparamo-nos como um povo que se encontra persuadido, catatônico e atônico com os candidatos ao Congresso Nacional a aos parlamentares estaduais, desafiando a inteligência de pessoas esclarecidas e responsáveis para com o destino da sociedade e do pais. Invadem nossos lares, no horário obrigatório do TRE? Provavelmente na possibilidade de serem eleitos, ou reeleitos, no coletivo da aliança petista, para a investidura em cargos que lhes darão amplas imunidades e garantias de se tornarem ricos, mediante a´prática “honesta” corroupção e do cinismo da imoralidade. Com tristeza vivenciamos o sucesso de seu governo de 2003 a 2010 que o levou a se tornar um dos chefes de familia mais rico do país, as custas de enganar os pobres com as bolsas misérias e a esperança de empregos dignos que nunca apareceram. IMPOSTOR DE PNDH-3, sendo um teomaníaco e abolidor de DEUS.

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