Por uma Pesquisa menos Ordinária

Ocorre-me uma dúvida. As notas foram atribuídas ao Fortunatti, atual prefeito de Porto Alegre, ocupando o lugar do Fogaça que é candidato a governador do Rio Grande do Sul e ao Pessuti, atual governador do Paraná, que ocupa a cadeira deixada por Requião, candidato ao Senado Federal? Minha pergunta é: porque ambos têm quatro meses de governo e, talvez, essa pesquisa mesmo que involutariamente, remeta ao pesquisador avaliar o governo desde o início do mandato do cabeça de chapa/vice e não somente os últimos quatro meses de administração dos vices.

Quanto à vice-lanterna nesta avaliação, Yeda Crusius,governadora do RS e candidata à reeleiçao, ocupando o 3º lugar em pesquisa do IBOPE realizada há 2 semanas, só tenho a dizer o seguinte: pegue o seu banquinho e saia de fininho.

Amarildo Esteves

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Meu caro Amarildo, meus caros amigos…

Foi assim, convocando os caros amigos do blog, que fiz este convite para os colegas que, costumeiramente, publicam suas opiniões no DebatePronto. O Amarildo, “de bate-pronto”, respondeu. Nem vou esperar os demais, pois na mesma hora, vi que estávamos com a mesma dúvida: como se atribui nota a alguém que acaba de assumir, sem ao menos, deixar esfriar a cadeira do outro?

Como profissional da área de pesquisa, gostaria que o Paulo Rink já tivesse se manifestado. Mas, como colega de área, vou fazer a minha observação: patacoada eleitoreira! Isso é mesmo o que penso. Não há outro motivo para qualquer instituto de pesquisa divulgar tais dados, de forma precoce e irresponsável, senão, melhorar ou piorar a imagem daqueles que estarão com as máquinas herdadas de seus antecessores, apoiando-os ou não. Ao Datafolha, só lamento!

Aos leitores, ouvintes, telespectadores, que por alguns já ouvem falar sobre isso: ignore. Do ponto de vista científico, tais dados devem ser, no mínimo, desacreditados.

O último a sair, apague a luz, mas fique atento à escuridão!

Daniel Pinheiro

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Fonte: (de ambos os textos) Datafolha Opinião Pública

Opinião Pública –  27/07/2010

Luciano Ducci, de Curitiba lidera ranking dos prefeitos de 7 capitais

Márcio Lacerda, de Belo Horizonte, é o segundo

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, do PSB, lidera o ranking de prefeitos em estudo do Datafolha, junto aos eleitores de sete capitais brasileiras. Como principal critério para o ranking, o Datafolha utiliza a nota média atribuída aos prefeitos, em uma escala que vai de zero a dez; caso ocorra empate, um índice de popularidade construído pelo instituto é utilizado como critério de desempate.

Esse índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta), e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). A esse resultado soma-se 100 (para evitar a ocorrência de números negativos), e se chega assim ao índice de popularidade. Para esse cálculo as taxas referentes aos entrevistados que não sabem opinar são excluídas.

A nota média de Luciano Ducci é de 6,5. Já a aprovação ao prefeito curitibano chega a 50% (avaliação de ótimo ou bom a seu governo), após quatro meses de governo. Os que consideram sua gestão regular somam 30%, e ruim ou péssimo atinge apenas 5%. Com esses resultados, o índice de popularidade do prefeito é de 153 pontos, 12 pontos a mais do que o segundo colocado.

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), é o segundo melhor avaliado, com nota média de 6,3, e aprovação de 51%. Avaliam-no como regular 31%, e 12% ruim ou péssimo. Márcio Lacerda tem índice de popularidade de 141 e está no cargo há um ano e sete meses.

A terceira posição é ocupada por Eduardo Paes (PDMB), do Rio de Janeiro. A nota média atribuída ao prefeito é de 5,8. Seu governo é considerado ótimo ou bom por 35%, enquanto os que avaliam sua gestão como regular é de 41%. Desaprovam-no 21%, e 3% não sabem opinar. O prefeito do Rio de Janeiro está no cargo há um ano e sete meses e tem índice de popularidade de 114 pontos.

O prefeito da maior cidade do país, há quatro anos e quatro meses, Gilberto Kassab (DEM), fica na quarta posição. Os moradores de São Paulo atribuem nota 5,5 ao prefeito. Avaliam-no como um prefeito ótimo ou bom 42%. Consideram-no regular 31%, e 26%, ruim ou péssimo, 1% não sabe avaliar sua gestão. Gilberto Kassab tem índice de popularidade de 116 pontos.

O prefeito da capital gaúcha, no cargo há quatro meses, José Fortunatti (PDT) ficou na quinta posição entre os prefeitos avaliados, com nota média de 5,4 e aprovação de 26%. A parcela dos que o avaliam como regular é de 40%. Outros 12% consideram-no ruim ou péssimo, 22% não sabem dizer. O índice de popularidade do prefeito de Porto Alegre é de 118 pontos.

João da Costa (PT), prefeito de Recife ocupa a sexta posição no ranking dos prefeitos. Os recifenses atribuíram nota 5,3 ao prefeito. Ele está no cargo há um ano e sete meses. Aprovam o prefeito 30% da população, avaliam-no como um prefeito regular 37%, e 31% consideram-no ruim ou péssimo. 2% não souberam opinar. O índice de popularidade do prefeito da capital de Pernambuco é de 99 pontos.

Último no ranking dos sete prefeitos avaliados, João Henrique Carneiro (PMDB), de Salvador, foi aprovado por 20% dos soteropolitanos. Entre os prefeitos avaliados ele é o que está mais tempo no cargo, cinco anos e sete meses. Consideram João Henrique um prefeito regular 39%, e outros 39% avaliam-no como ruim ou péssimo. O seu índice de popularidade é de 81 pontos.

São Paulo, 23 de julho de 2010.

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Eduardo Campos (PE) é primeiro colocado em ranking de governadores

Rogério Rosso (DF) ocupa a última colocação

Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que completou três anos e sete meses no cargo, lidera como governador melhor avaliado entre a população de 16 anos ou mais, entre governadores de sete estados, mais o Distrito Federal, em pesquisa realizada pelo Datafolha entre os dias 20 e 23 de julho de 2010. O ranking segue como critério, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos governadores, em uma escala de zero a dez, pelos moradores de cada estado estudado.

Caso ocorra empate, o Datafolha utiliza um índice construído de popularidade para desempatar. O índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta), e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100 (evitando a ocorrência de números negativos), e chega-se ao índice de popularidade. Esse cálculo descarta as taxas relativas a entrevistados indecisos.

A nota média atribuída a Eduardo Campos pelos moradores de Pernambuco é 7,7, 2% não souberam responder. Consideram ótimo ou bom o governo de Eduardo 62%, enquanto 7% acham-no ruim ou péssimo, apenas 2% dos entrevistados não souberam avaliar. O índice de popularidade de Eduardo Campos é de 156, o maior entre os oito governadores avaliados.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que também completou três anos e sete meses de governo, é o segundo colocado com nota média de 6,6, não souberam que nota dar à administração 5%. O governo de Jaques é tido como ótimo ou bom por 43% dos moradores da Bahia, contra 11% que o consideram ruim ou péssimo. Não souberam avaliar o governo, 5% dos entrevistados. Seu índice de popularidade é o terceiro maior, 134.

Com 6,3 de nota média, o governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), que está no cargo há quatro meses, é o terceiro melhor avaliado. Entre os entrevistados 24% não souberam responder. Consideram ótimo ou bom 36% dos entrevistados, outros 6%, ruim ou péssima, taxa de rejeição mais baixa entre os oito governadores avaliados. A soma dos que não souberam avaliar foi de 27%. O índice de popularidade do governador é de 141, segunda mais alta, empatando com Antônio Anastasia, governador de Minas.

A quarta colocação no ranking dos governadores é de Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro há três anos e sete meses, e alcança nota média de 6,3, apenas 2% não souberam responder. Consideram o seu governo bom ou ótimo 41%, enquanto 15% desaprovam sua atuação. O índice de popularidade de Cabral foi de 127. Não souberam nem dar nota nem avaliar a administração do governador 2%, respectivamente, dos entrevistados.

O quinto lugar no ranking é do governador de Minas Gerais que está no cargo há quatro meses, Antônio Anastasia (PSDB), com nota média de 6,2. Sendo que o 32% não souberam avaliar o desempenho do governador. Acham ótimo ou bom o governo de Anastasia 35%, para outros 7% sua administração é ruim ou péssima, 32% não souberam reponder. É de 141 seu índice de popularidade.

Como sexto governador melhor avaliado aparece Alberto Goldman (PSDB), que está à frente do governo de São Paulo há quatro meses, a nota média atribuída é de 5,7. O maior índice de entrevistados que não souberam indicar uma nota é o do São Paulo, totalizando 34%. Para 21% a administração de Goldman é ótima ou boa, outros 7% consideram ruim ou péssima, e somam 42% os que não souberam avaliar o governo de Goldman. Seu índice de popularidade é 125.

Em penúltimo lugar (sétima colocada), a peessedebista Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul há três anos e sete meses, aparece na sétima posição, com nota média de 4,9, apenas 1% não soube indicar uma nota. Sua administração é considerada ótima ou boa por 25% dos moradores do seu estado, 36% dos entrevistados desaprovam o seu governo, maior índice de reprovação do ranking, somam 1% do que não souberam avaliar a governadora. Yeda tem índice de popularidade de 89, menor índice obtido entre os oito governadores avaliados.

Em oitavo e último lugar no ranking é do governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, que está à frente do estado há apenas três meses, e obteve nota média é de 4,8, aqueles que não souberam responder somam 19%. Avaliado como ótimo ou bom por 16%, menor taxa de aprovação entre os avaliados, 22% apontam seu governo como ruim ou péssimo, e 23% não souberam avaliar. O índice de popularidade de Rosso foi 92.

São Paulo, 23 de julho de 2010.

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