E se fosse o contrário?

Não acho essa atitude correta, sou contra qualquer tipo de agressão, mas e se invertermos a situação? Imaginemos esta manchete: “Aluno se irrita e agride professor”, será que teria ocorrência policial? Apoio psicológico?

Professores são agredidos todos os dias, não estou só falando moralmente, fisicamente também o são. Alunos vão armados para a escola, traficam, não tem interesse em aprender algo útil, querem passar de ano sem estudar, e passam. Ameaçam professores e funcionários e não aparece ninguém para noticiar. E isso acontece todos os dias.

Será que o professor era desequilibrado e em razão disso jogou o apagador na aluna? Pouco provável.

Alison Endler

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Só por curiosidade, já tive amigo que foi dar aula e arremessaram uma faca que ficou presa no quadro negro. E por aí vai. Os dois lados, sempre errados. A violência, é um erro. E estamos pagando caro por isso!

Daniel Pinheiro

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Professor se irrita e joga apagador em aluna no Rio

Mãe registrou caso na delegacia da Ilha do Governador.

À polícia, ele admitiu a agressão, mas disse que não queria machucá-la.

Do G1, no Rio

O professor de geografia Marcelo Souza Leite, de 43 anos, arremessou um apagador no rosto de uma aluna de 11 anos da Escola Municipal Cuba, na Ilha do Governador, na última quarta-feira (17). A agressão teria sido motivada pelo falatório na sala de aula. A Secretaria municipal de Educação informou que está apurando os fatos.

Chorando, a menina procurou a direção da escola, que entrou em contato com sua mãe. Ela foi, então, com sua patroa, a advogada Consuelo de Freitas, até a escola e as duas registraram o caso na 37ª DP (Ilha do Governador).

De acordo com a delegada Renata Teixeira, o professor confirmou que jogou o apagador na aluna, mas afirmou que não queria machucá-la. No momento da agressão, ele substituía sua mulher, também professora, que havia faltado a aula.

Adolescente recebe apoio psicológico

Segundo a advogada, a adolescente está com medo de ir voltar à escola e aula e recebeu atendimento psicológico nesta quinta-feira (18).

“Ela está em semana de provas e não pode ser prejudicada. Por isso, estamos em negociação com o Conselho Regional de Educação para resolver sua situação. Ela está traumatizada”, disse Consuelo.

Nota da Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria municipal de Educação considerou a atitude do professor “inaceitável”.

“A Coordenadoria de Educação da região já instaurou uma sindicância para apurar os fatos, com prazo de 60 dias para conclusão. Ao final do processo, caso seja comprovada uma conduta inadequada do professor, todas as medidas cabíveis serão tomadas pela Secretaria Municipal de Educação”, diz o documento.

Uma opinião sobre “E se fosse o contrário?”

  1. Quando um aluno xinga o professor, faz ameaças, depreda o patrimônio escolar, brigam, soltam bombinhas em sala, fazem arruaças os delegados e delegadas não ajudam os professores e nem mesmo dão apoio psicológico.

    professor servidor Publico tem presunção de fé publica com base nas mesmas leis que dão aos policiais a presunção de fé pública.
    este professor fez o que muitos dão vontade de fazer quando são desvalorizados e mal pagos.

    Pasmem para esta delegada e pasmem para a secretaria de estado da Educação.

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