O que mais importa (Consumo)

Enquanto carro e máquina de lavar ficam acessíveis e baratinhos, olha o que acontecia…

Daniel Pinheiro

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Inflação dos alimentos dobra no início do ano, diz IBGE

CIRILO JUNIOR

da Folha Online, no Rio

A inflação para os produtos alimentícios mais que dobrou em 2010 na comparação com o início do ano passado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), variando 2,10% no primeiro bimestre, ante a taxa de 1,02% entre janeiro e fevereiro de 2009.

A pressão dos alimentos se reflete nos números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que acumula incremento de 1,54% no primeiro bimestre, ante 1,03% em igual período no ano passado. Trata-se da maior alta, para os primeiros dois meses do ano, desde 2003. Naquele ano, a alta acumulada foi de 3,86%.

A coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos, atribui o avanço nos preços dos alimentos às seguidas chuvas que vêm afetando as plantações desde o fim do ano passado, e ao aumento da demanda, em função da recuperação da economia.

“As pressões sobre os alimentos, em fevereiro, estão no mesmo tom de janeiro. Há também alguma dúvida em relação ao comportamento da safra este ano. Não se sabe exatamente qual vai ser o efeito das chuvas no restante do ano”, afirmou.

O açúcares lideram a alta entre os alimentos, este ano. No primeiro bimestre, o açúcar cristal ficou 21,82% mais caro. Já o refinado subiu 17,83%. O arroz também pressionou bastante no início deste ano, com alta acumulada de 7,86%.

Os reajustes das passagens de ônibus também tiveram impacto determinante para que a inflação em 2010 tivesse a maior aceleração, nos primeiros dois meses do ano, em sete anos. Em janeiro e fevereiro, os custos com transportes aumentaram 2,25%, bem acima da variação de 0,58% observada no primeiro bimestre de 2009.

Os combustíveis também pressionaram os preços dos transportes. No acumulado do ano, a gasolina tem alta de 2,32%. Já o álcool ficou 14,66% mais caro no início de 2010.

A alta de 0,78% da inflação medida pelo IPCA é a maior para os meses de fevereiro desde 2003. Naquele ano, a variação no segundo mês do ano havia sido de 1,57%. O resultado do mês passado foi determinado, principalmente, pela elevação dos custos com educação. Os ajustes nas mensalidades escolares, normalmente, acontecem nessa época do ano.

A subida nos preços do grupo educação foi responsável por 41% da taxa global, em fevereiro. Aliado a colégios e cursos, impactaram o IPCA de forma significativa os custos com alimentos e transportes. Alimentação e bebidas teve alta de 0,96, contribuição de 0,22 p.p., o que representou 28% do índice. Já os preços dos transportes aumentaram 0,79%, contribuição de 0,15 p.p., ou 19% da taxa.

Entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas, Belém registrou alta de 1,37% em fevereiro. Em seguida vieram Salvador (1,08%), Rio de Janeiro (0,80%), Curitiba (0,79%) e São Paulo (0,78%). Fortaleza teve a menor variação no mês passado, com avanço de 0,10%.

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