La Loca de Mierda … y nosotros!

O que a vida não faz com a gente? Espero que, um dia, o pessoal aqui do blog não fique assim.

Ou fiquem, vai que nos tornemos famosos.

(Vocês não imaginam o quanto cada um de nós teria para contar… loucos de merda seria um elogio para cada um de nós…hehehehe)

Daniel Pinheiro

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Na Argentina, solteira desbocada é fenômeno na web

DENISE MOTA

colaboração para a Folha de S.Paulo, em Montevidéu

Semanas atrás, Malena Pichot decidiu que era hora de mudar: saiu de seu apartamento em Belgrano, em Buenos Aires, e foi ao parque. Instantes depois de estar ao sol, mentalizando uma existência de maior tolerância, desabafou: “Não creio que pessoas mais velhas tenham que andar sem camisa. Não quero ver homens com seios, sinceramente”.

É que Pichot, ou La Loca de Mierda –como é muito mais conhecida no mundo virtual–, não pode deixar de ser quem é. Inquieta, desbocada, politicamente incorreta, descontente com tudo e com todos, vem transformando seus momentos de crise, diários, em uma série que já virou negócio.

Em decorrência do êxito alcançado pelos primeiros vídeos publicados no YouTube –e que já foram vistos mais de 300 mil vezes–, seu blog (mtvla.com/especiales/lalocademierda) foi apropriado pela MTV há dois meses e vem sendo acompanhado e comentado religiosamente pelas cerca de 16 mil pessoas que compõem a comunidade de “amigos” da portenha de 27 anos no Facebook e em outras plataformas sociais.

Além disso, desde junho ela apresenta no bar The Cavern, na capital argentina, um espetáculo de comédia “stand up” baseado nas pequenas desventuras de seu dia a dia.

“Vida patética”

O blog nasceu dois meses depois de Pichot, cantora de blues, jazz, roteirista de TV e estudante de literatura, terminar um relacionamento amoroso. Segundo conta à Folha, foi a forma que encontrou de espantar a solidão e parodiar “o quão patética” era sua vida.

“Comecei a brincar com a câmera do computador e com o programa de edição. O único objetivo era fazer, mais que nada, catarse, arte, humor de uma situação triste. Preferia ser motivo de riso do que de pena.”

O sabor agridoce de suas narrativas resulta de um punhado de autoironia, alguns amigos e a cama insistentemente vazia, elementos viscerais das micro-histórias, atualizadas a cada dois ou três dias e que em geral não ultrapassam cinco minutos, recheados de boa música e tiradas espirituosas.

“É impossível ser sábia, estoica e coerente as 24 horas do dia. De vez em quando faz bem ser uma louca de merda. Elimina toxinas. Deixe-me em paz”, diz ela, em uma espécie de declaração de princípios proferida em 25 de agosto.

A graça dos vídeos, comicamente agressivos, deriva da espontaneidade com que ela apresenta situações banais, tingidas de sarcasmo e de uma honestidade impactantes: “Não estou irritada. Falo assim com você porque sou intensa”, avisa aos internautas. Referências como o humor norte-americano de Jerry Seinfeld e Sarah Silverman são evidentes, bem como as horas que Pichot passou em frente à TV assistindo a “Sex and the City”.

A originalidade reside em criar um universo matizado de variáveis em torno da vida de uma mulher que vive sozinha em uma metrópole latino-americana, com pouco dinheiro e em intermitente estado de fúria. Em vez de Manhattan, Belgrano. Em vez de noites regadas a coquetéis, madrugadas de histeria por conta do “lado frio da cama”.

“Acordo, preparo um chimarrão… Escrevo dependendo do que tenho que entregar às produtoras, gravo para a MTV ou edito. Saio para correr quando posso… Durmo com alguém quando posso, saio com minhas amigas quando posso…”, descreve. Zero glamour.

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