Marcas Pessoais

Gostei da iniciativa. Fiz isso algumas vezes na vida, mas não cobrava tanto. Ah, se eu soubesse!

Daniel Pinheiro

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Uma marca para chamar de sua

Oficinas de criação de logomarca pessoal são a estratégia de uma designer para expressar a essência do cliente

Publicado em 13/11/2009 | Cinthia Scheffer

Fonte: Gazeta do Povo

Um grande papel em branco, lápis coloridos e a missão de desenhar podem parecer um tanto ameaçadores para quem não está acostumado com as artes. Mas eles são o ponto de partida para que uma marca tenha realmente a essência do seu dono, na visão da designer Ana Camargo. Os traços e as cores deixadas no papel pelo próprio cliente, mesmo que abstratos, são o início do processo de cocriação que Ana usa para o desenvolvimento de logomarcas, principalmente pessoais, ou seja, não vinculadas a empresas.

“Não é preciso saber desenhar. Através dos desenhos, das palavras e da própria assinatura, a pessoa deixa no papel um pouco dela. Aí entra o trabalho de transformar aquilo em uma forma gráfica”, conta a designer.

Esse processo de trabalho começa com uma oficina, da qual participam três ou quatro clientes. Ali, por meio dos desenhos em grupo e também das conversas, a profissional busca tornar concreto o que está no mundo das ideias. “O traço mais expansivo ou mais contido, a maneira como você se apresenta, tudo isso está na sua marca.”

Experiência

A consultora de recursos humanos Meiri Inoue participou de uma oficina como essa quando resolveu criar sua logomarca. “Para mim, ela tem um significado maior por eu ter participado de sua criação”, diz. Ela acredita que ter uma marca pessoal deu um ar mais profissional ao seu material de trabalho: o cartão de visita, os cadernos de trabalho e tudo que ela entrega aos clientes agora contêm a logomarca.

O que a empresária Magali Bernal Roig queria era justamente o contrário: uma marca desvinculada do trabalho, que representasse a família. A logomarca que ela criou hoje estampa os cartões que entrega junto com os presentes para os amigos e familiares, serve de assinatura de e-mails e ainda virou uma camiseta.

Motivação

Para Ana Camargo, uma marca e um cartão pessoais são uma forma diferente de se apresentar ao mundo, sem o peso de uma empresa ou de um cargo. “Você não precisa ter sempre a assinatura da empresa em que trabalha. Na escola do seu filho, por exemplo, você não é uma empresária, é mãe. Em alguns momentos, você quer apenas se apresentar como pessoa”, diz.

Para isso, no entanto, é preciso estar disposto a desembolsar cerca de R$ 1,2 mil, para a criação da marca e a impressão de cartões. Em 18 meses, Ana fez cerca de 30 marcas pessoais com criação conjunta.

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