Moralismo Babaca III

Amigos Leitores,

Eu ia apenas registrar um comentário no texto do Alison Endler que por sua vez derivou o texto de outro do Daniel, este sob o título de Moralismo Babaca e aquele, Moralismo Babaca II. Mas, como eu sempre me empolgo a coisa acabou virando outro texto e assim caminha a humanidade e o blog Debatepronto.

Olha, que somos um povo ridiculamente hipócrita não resta a menor dúvida, assistimos, promovemos e adoramos toda forma de sacanagem possível e quanto mais promíscua mais interessante, mas a nossa formação “católica, apostólica, romana” nos impede de admitir e mais do que isso nos impulsiona a reprimir, sem muito sucesso é bom que se diga, não só a nossa, mas, principalmente a sacanagem alheia. Daí a palhaçada no campus da UNIBAN.

Outro dia eu conversava com o Daniel e não me lembro se o resultado dessa conversa chegou a ser postado aqui, mas o assunto girava em torno da tal passeata em favor da descriminalização da maconha e eu manifestei na ocasião a minha indignação, muito mais pela reunião de pessoas do que pela causa em si, pois, se algum maluco beleza resolve arregimentar meia dúzia de malucos beleza pra fazer um movimento em prol da liberação da “marijuana”, em questão de segundos se reúne uma multidão disposta a quase tudo. Em outro momento um cidadão de preferência sexual alternativa resolve promover uma passeata pela defesa dos direitos gays, também em segundos reúne-se uma multidão dessa vez, de “simpatizantes”. E que fique bem claro que eu não digo isso como forma de manifestar qualquer tipo de preconceito, muito pelo contrário eu sou completamente a favor de todo e qualquer tipo de manifestação ordenada em defesa do que quer que seja, agora, porque é que pra esculachar a pobre da gordinha do vestidinho vermelho todo mundo se mobiliza e pra combater a péssima qualidade do ensino no geral ninguém se mexe? Essa tal de UNIBAN figura nas últimas colocações na lista nacional de classificação qualitativa de ensino do MEC e não me consta que nenhum dos mais de 60 mil universitários de “tão conceituada instituição”, “bastiões da moral e dos bons costumes” e que pagam pelo ensino que recebem, tenham se manifestado a respeito!

Assim, como não vemos nem malucos, nem caretas, nem boiolas, nem machões se reunindo e promovendo, por exemplo, uma caminhada FORA SARNEY!

O que me leva a concluir que aqui nesse país só o que importa é fazer a cabeça e dar pinta, sentar sobre o próprio rabo e apontar o rabo alheio equanto ao resto, ah, o resto que se dane isso aqui é Brasil!

É bem como dizem os Cassetas, “Ê povinho bunda!”

Ah sim e quanto à gordinha feia do vestidinho vermelho, se ela tinha que ser punida por alguma coisa que fosse por mau gosto, ô mulherzinha brega!

Falei.

Raul Avelino.

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