10000 ou 11000, o que importa? (Desafio DebatePronto – por Daniel Pinheiro)

Hoje, pelo Twitter (www.twitter.com/debatepronto) lancei um desafio, sem mencionar no entanto o objetivo disto. Na ocasião, solicitei aos nossos seguidores (aliás, acho isso de uma prepotência incrível, seguidores) que se arriscassem a responder a uma simples pergunta: O que é política? Afinal, este é, invariavelmente, o centro de grande parte de nossos debates.

Se eu vou me arriscar a responder? Talvez o faça, mas não agora. Recentemente, refleti em casa justamente sobre o assunto. Até que ponto nós, brasileiros, somos politicamente engajados com alguma coisa? Aliás, sabemos o que é estar engajado? Faz parte do meu dever como cidadão? Não consegui responder. Acho que não deveria, mesmo, arriscar-me a responder.

Pessoalmente, estou num grande dilema. Isto me traz às grandes questões: quem sou eu? o que eu sou? de onde vim? para onde vou? Para alguém que queira estimular algum tipo de debate, isto parece patético. E é! Tão patético como não saber o significado das cores da bandeira de seu país, patético como ouvir a Vanusa escrachar – sim, foi um escracho – o nosso hino, e tudo o mais que o Raul e aqueles que comentaram seu post, e até o Heitor e Doni, já trouxeram sobre o episódio. Vivemos um momento lastimável de falta de civilidade. Mas, o melhor deste momento, é poder ter a liberdade e, porque não, humildade para admitir isto, até porque, nós somos parte deste povo. Criticamos aqueles que não mais respeitam a sua própria pátria, aqueles que não dão valor a seu próprio voto, aqueles que não se reconhecem como cidadãos, ou não sabem o que fazer, e até mesmo, criticamos aqueles que nunca param para pensar o que é  política, ou porque seria importante ter esta resposta. É, na verdade, assumindo que há uma grande falha que nos colocamos como parte dela – mas apenas admito a minha culpa, como parte deste todo, do povo.

Tive a sorte de ter uma boa educação, tanto dentro do lar, quanto nas instituições que frequentei. Nem todos tem a mesma sorte, ou ainda, nem todos aproveitam a sua própria sorte. Eu aproveitei, talvez por ser a única chance de ser alguém. Filho de caicoense com cearense, só podia ser esforçado mesmo se quisesse chegar a algum lugar. A leitura, foi a maior das armas nesta luta, que ainda perdura. Hoje, faço o meu trabalho, mas agradeço por não ter parado de estudar. Leio todos os dias. E o grande responsável por isso, este ano, tem sido o blog. Leio para me manter atualizado, mas para manter minhas opiniões, para trazer aquilo que achar interessante e colocar para nós.

Portanto, espero que isto também tenha feito a diferença para quem ajudar a contabilizar os 10.000, ou melhor, os 11.000 acessos (foi tão rápido que quase me perco aqui). De coração, espero que este espaço seja um pequeno estímulo para você ler mais, buscar dentro de si sua própria opinião, e principalmente, que seja a oportunidade de expor para quem quiser ler, aquilo que você pensa. Simplesmente, continuo a agradecer.

E a esperar. Afinal, O QUE É POLÍTICA?

Daniel Pinheiro

2 opiniões sobre “10000 ou 11000, o que importa? (Desafio DebatePronto – por Daniel Pinheiro)”

  1. Política. A gente pratica todo dia,mas definir ou conceituar o termo política soa um tanto complicado. Mas,sem cair naquela ideía conceitual de que política é a arte de governar para as cidades,entendo que política é praticada desde a integraçao de pessoas em um gremio estudantil,associaçao de moradores,sindicatos,entidades de classes até a composiçao de partidos políticos que irão designar conforme as normas, os nossos representantes nos poderes constituídos. Talvez eu esteja sendo um pouco (ou demasiado?) romantico ao citar gremios estudantis,associaçoes de moradores que hoje em dia já nao tem a mesma representatividade (ou seria falta de interesse das pessoas?) como era em tempos nao muito distantes. Creio que se houvesse o engajamento do estudante,do morador,pra citar dois exemplos,dentro de seu meio de convívio,certamente poderíamos construir um elo onde a formaçao de opiniao e a tomada de deciões nao seria somente uma atividade dos governos ou dos poderes legislativos,pois é na discussao,na divergencia de pensamentos,que se chega a bom termo em determinada (s) demanda (s) da sociedade.
    Realmente,numa sexta-feira à tarde,tentar conceituar política é bastante complicado. Nao tao complicado como fazem aqueles que detem cargos eletivos e tornam a atividade política um meio de vida e de sede de poder,deixando o povo em segundo plano.
    E hoje,com certeza,aproveitando o começo do fim de semana,vamos a um espaço democrático fazer política,da boa vizinhança,do coleguismo entre empregados de uma mesma empresa ou nao. Este espaço tem nome: BAR. Todos ao bar e nao esqueçam da política.

    Bom fim de semana.

  2. O que é política? (por Alison Endler)

    Fazendo movimento estudantil por um tempo considerável aprendi na prática que todos nós, de uma forma ou de outra, a praticamos todos os dias e muitos não se dão conta disso. Desde ‘pechinchando’ com o feirante, até fechando um novo contrato com um fornecedor na empresa.
    Porém aqui no Brasil quando se fala em política logo vem à mente corrupção, enganação e outros adjetivos pouco educados que nada tem a ver com a definição dos dicionários, até mesmo corremos o risco de sermos mal-interpretados se falamos para alguém que estamos sendo políticos.
    Mas qual a razão disso? Penso que são os mal exemplos que temos e a educação deficitária de nosso país. Alguns podem até pensar que isso é redundante, fazer o que?
    Na visão dos Brasileiros, falo daqueles Brasileiros que acreditam em tudo o que sai no jornal nacional e seguem piamente o que é dito nas novelas, e não os Brasileiros com opinião crítica das coisas, para os Brasileiros política só é feita por seu vereador, deputado e assim por diante e não passa pela cabeça que eles também fazem política, e todos os dias. Penso que nós, agora falo em relação a todos os Brasileiros, ainda temos muito a aprender sobre política e como praticá-la. Atenienses eram exímios políticos, e não só a classe dominante. Quem sabe poderíamos aprender com eles. Enquanto formos passivos, estamos à mercê daqueles que fazem política, agora falo dos políticos partidários, não reclamamos e apenas lamentamos, dizendo que o Brasil não tem mais jeito, que nada vai mudar. E porque mudar se aparentemente as coisas estão dando certo, o país está crescendo e se desenvolvendo? Muitos dos Brasileiros não sabem em quem votaram nas ultimas eleições e pior, muitos nem mesmo sabem que são nossos governantes.
    Para muitos daqueles que leram as últimas linhas com certeza passou pela cabeça uma série de respostas do porque, ou uma série de questionamentos. E é disso que precisamos, questionamentos, opiniões e posições. Quanto mais disso nós tivermos, estaremos construindo um país melhor.

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