Desafio DebatePronto: Atendimento ao Cliente (por: Daniel Pinheiro)

QUERO MINHAS BOLACHAS INTEIRAS!!!
Por: Daniel Pinheiro

Senhoras e Senhores, lamentamos informar, mas o show que vocês esperavam a 8 anos, que passaram horas na fila para comprar o ingresso e outras horas para entrar, foi cancelado devido a um problema de saúde do cantor. Informamos, ainda, que os ingressos serão integralmente devolvidos, desde que formem uma fila e passem horas para receber. O silêncio após uma mensagem destas, dentro de um teatro lotado, mistura-se à raiva e ao ódio latentes.

A vaia para a locução é daquelas bem efusivas, a ponto de você imaginar o que a pobre criatura por trás do microfone tem a ver com a ressaca explosiva do mega star que acabara de cancelar o show. Mais da metade das pessoas resolve nem buscar o valor de seus ingressos. Realmente, para alguns não vale mesmo a pena enfrentar novamente horas de fila.

Lamentavelmente, isto é reflexo do que parece nos ocorrer no dia-a-dia. Não, este fato não ocorreu comigo, muito menos desta maneira. Mas pode ter ocorrido contigo, ponderando apenas a sinceridade do locutor.

Lançamos por este mês, ou o que resta dele, mais um Desafio DebatePronto: atendimento ao cliente. Mais do que uma oportunidade para desabafar, gostaria que o blog ficasse como um espaço momentâneo para discutirmos porque, mesmo pagando, ainda somos tão desprezados, algumas vezes.

Por questões legais, não podemos aqui falar da empresa, nominando-a ou identificando-a. Sei lá o motivo, mas vi isto algum dia na televisão.

Antes de finalizar o convite ao desafio, vou aonde interessa. As minhas duas idas ao supermercado foram lastimáveis. Tive a sorte (ou azar) de ser atendido pelos funcionários mais desmotivados do mês, nas duas lojas que fui. De redes diferentes, diga-se de passagem. Na primeira, parecia que ele ao passar as compras soltava-as no carrinho, esperando que caíssem em uma almofada de pluma ou que os amortecedores (hahahaha) do velho carrinho desse conta de não quebrar as bolachas. Em vão! Ontem, com minha esposa, nos entreolhamos enquanto a bigoduda enfezada fazia o mesmo ao enfiar dois pobres pacotes de bolacha na sacola plástica. Eu olhei bem para a cara dela e a minha vontade foi de perguntar porque ela simplesmente não mandava às favas o desmerecido emprego e pegava o caminho da roça. Não quer trabalhar, fique em casa!

Temos um imenso exército de reserva (ugh!). Uma massa de desempregados, mas com uma soberba enorme. Ok, o salário não é o melhor do mundo, muito menos as condições de trabalhos. Reúnam-se e reivindiquem, ou parem de quebrar as minhas bolachas. Quer lidar com o público, que tenha ao menos tato para fazê-lo.

Infelizmente, tive que guardar alguns palavrões, e engolir a seco, por dó. Pena mesmo. A infeliz nem deve saber o mal que faz a si mesma. Ela definhará. Assim como minhas bolachas. Pobres bolachas.

Tenho mais algumas coisinhas a falar a respeito do assunto, mas gostaria que vocês escrevessem seus próprios textos. Mais divertido, e democrático. Fico na espera!!!

Daniel Pinheiro

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